Starbucks intensifica demissões em reestruturação de R$ 10,22 bilhões

A Starbucks anuncia o corte de 224 empregos em sua sede em Seattle como parte de um plano de reestruturação que visa economizar R$ 10,22 bilhões até 2028. O movimento reflete uma mudança de foco e a busca por eficiência operacional.
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A Starbucks está implementando cortes em sua equipe corporativa como parte de uma reestruturação mais ampla, que visa economizar aproximadamente R$ 10,22 bilhões (US$ 2 bilhões) até o final do ano fiscal de 2028. Essa decisão, liderada pelo CEO Brian Niccol, inclui o fechamento de diversas lojas não lucrativas e a demissão de funcionários em sua sede em Seattle, além de mudanças na área de tecnologia. O objetivo é simplificar processos e redirecionar as operações da empresa para novas regiões.

Recentemente, a empresa formalizou o desligamento de 224 colaboradores que atuavam ou se reportavam à sede em Seattle, conforme registrado em um documento oficial de Notificação de Ajuste e Retreinamento de Trabalhadores (WARN). Apesar deste corte, a Starbucks esclareceu que não se trata de uma nova onda de demissões, mas sim uma consequência de decisões já tomadas anteriormente.

Dentre os desligamentos, cerca de 120 funcionários tinham a opção de se transferir para o novo escritório em Nashville, Tennessee. No entanto, como recusaram a mudança, seus desligamentos foram efetivados. As demais 104 demissões referem-se a ajustes nas equipes de design e desenvolvimento de cafeterias, com desligamentos programados entre os dias 19 de outubro e 1º de novembro.

Esses cortes se somam a um histórico de reestruturações na Starbucks, que busca um ambiente mais eficiente e rentável. Na América do Norte, a empresa já reformou mais de 1.000 lojas no terceiro trimestre, com a meta de chegar a pelo menos 1.500 unidades remodeladas até o final do ano fiscal de 2026.

Embora as demissões estejam concentradas nos Estados Unidos, a reestruturação levanta questões sobre o impacto em mercados internacionais, incluindo o Brasil. A Starbucks já passou por mudanças significativas no país, como a troca de operadores locais e o fechamento de unidades que não eram lucrativas. Apesar do foco no mercado americano, a política rígida de controle de custos e a busca por rentabilidade das lojas No Brasil influenciam diretamente a expansão e manutenção da rede no país.