A temporada 2026 ainda nem começou dentro de campo, mas o clima no São Paulo já é de tensão. Presidente do Tricolor Paulista, Julio Casares está sendo investigado pela Polícia Civil sobre possíveis irregularidades financeiras no Tricolor. As investigações apontam duas movimentações financeiras suspeitas, incluindo um valor de R$ 1,5 milhão recebido por depósitos em dinheiro nas contas do dirigente.
A defesa de Julio Casares afirma que a origem da quantia recebida é lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira. Os advogados de Casares explicam que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, ele desempenhou funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.
Os depósitos que totalizaram o valor de R$ 1,5 milhão aconteceram em valores pequenos, caracterizando o que o órgão chama de 'smurfing', técnica usada para burlar sistemas de investigação. A instituição financeira emitiu um alerta indicando movimentações 'fora do padrão' em 2023, e o presidente do São Paulo justificou os recebimentos ao banco como referentes a bonificações de campeonatos da equipe.
A investigação aponta ainda que a conta de Casares era usada para custear as despesas de Mara Casares, sua ex-mulher, que atuou como diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo, além de conselheira. A defesa de Casares afirma que a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhados e esclarecidos no curso das investigações, com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais.