A frustração gerada pela campanha da Seleção Brasileira na última Copa do Mundo foi rapidamente substituída por um clima de revolta entre os torcedores, especialmente após o anúncio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre os primeiros compromissos da equipe. Os amistosos programados contra Índia e Singapura, considerados adversários sem tradição no futebol, não agradaram aos fãs.
O primeiro confronto está marcado para o dia 3 de outubro, às 11h, em Calcutá, onde o Brasil enfrentará a Índia, que ocupa a 138ª posição no ranking da FIFA, que abrange 211 seleções. Em seguida, no dia 17 de novembro, a Seleção se deslocará para Singapura, onde jogará às 07h. A expectativa em torno desses amistosos é baixa, dado o histórico dos adversários.
A escolha de rivais tão inexpressivos levanta questionamentos entre os torcedores, que observam seleções europeias competindo em alto nível na UEFA Nations League, enquanto a Seleção Brasileira se prepara para testes contra times quase semiprofissionais sob o comando de Carlo Ancelotti.
Um dos argumentos para esses amistosos é a sobrecarga do calendário europeu, que impossibilita o Brasil de enfrentar seleções mais fortes. Outro ponto de comparação é a Argentina, que tem se destacado nas últimas Copas do Mundo. A equipe albiceleste, que conquistou um título e um vice-campeonato, também optou por amistosos contra seleções menores em seus ciclos de preparação.
Desde a Finalíssima, em junho de 2022, a Argentina disputou 19 amistosos, enfrentando adversários como Austrália, Equador e Canadá, que chegaram ao mata-mata da última Copa do Mundo. A seleção também teve vitórias contundentes sobre times como Estônia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Porto Rico, mas a qualidade dos adversários foi frequentemente criticada.
Por outro lado, a Argentina conseguiu manter uma conexão mais próxima com seus torcedores, realizando sete amistosos em seu próprio território desde 2022. Em contraste, a Seleção Brasileira jogou apenas um amistoso em solo nacional na última década, uma vitória por 6 a 2 sobre o Panamá, em maio deste ano, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Essa diferença na abordagem pode ser um fator a ser considerado na nova fase que a Seleção Brasileira está prestes a iniciar.