Rua 24 Horas completa 35 anos como símbolo da inovação e da memória de Curitiba

Imprensa - Tiradito Mediterraneo 3 - Nenad Radovanovic

Primeira galeria comercial do gênero no Brasil, espaço reúne histórias de diferentes gerações e terá programação especial no dia 12 de setembro

 

Curitiba, setembro de 2026 – Antes de a vida noturna fazer parte da rotina de Curitiba e muito antes de o comércio funcionar em horários cada vez mais flexíveis, uma galeria no coração da cidade já propunha uma ideia ousada: oferecer comércio, alimentação, serviços e convivência durante 24 horas. Inaugurada em 12 de setembro de 1991, a Rua 24 Horas chega aos 35 anos como um dos espaços mais emblemáticos da capital paranaense, preservando não apenas sua arquitetura característica, mas também uma coleção de histórias que atravessam gerações.

 

Criada durante a gestão do então prefeito Jaime Lerner, a Rua 24 Horas foi a primeira galeria comercial do gênero no Brasil e marcou época ao oferecer atendimento dia e noite em um período em que o comércio noturno ainda era bastante restrito. A estrutura coberta, formada por arcos metálicos e vidro, e os grandes relógios instalados nas entradas rapidamente transformaram o endereço em um dos cartões-postais de Curitiba.

 

Ao longo de três décadas e meia, a Rua mudou, passou por diferentes fases e acompanhou as transformações da própria cidade. O espaço foi revitalizado e reinaugurado em 2011, preservando elementos do projeto original. Hoje, embora não funcione mais ininterruptamente como no início, continua reunindo gastronomia, comércio, serviços e turismo no Centro de Curitiba.

 

Para Luiz Breda, presidente da Associação dos Lojistas da Rua 24 Horas, a história do espaço pode ser percebida não apenas nos registros oficiais, mas também nas lembranças de quem passou por ali. Comerciante no local há 15 anos e sócio do Bávaro, Breda acompanhou de perto uma parte importante dessa trajetória. “Quando a gente fala em 35 anos, não está falando apenas de uma construção. Está falando de um lugar que fez parte da vida de muita gente. A Rua 24 Horas atravessou gerações e continua sendo um ponto de encontro de curitibanos e turistas”, afirma.

 

Parte dessa memória está registrada em fotografias que vêm sendo resgatadas para marcar o aniversário. O acervo reúne imagens de diferentes momentos da Rua, incluindo registros da construção, da inauguração e de fases posteriores, permitindo acompanhar visualmente as transformações do espaço ao longo das décadas. Entre as imagens históricas estão registros do período da inauguração, com a presença de Jaime Lerner, além de fotografias de diferentes administrações municipais e da revitalização que preparou a Rua para uma nova fase a partir de 2011.

 

Mais do que mostrar como a estrutura mudou, o acervo ajuda a contar como a Rua 24 Horas se tornou parte da memória afetiva da cidade. O espaço já foi ponto de encontro de gerações, cenário de registros de moradores e turistas e palco de acontecimentos que ajudaram a construir sua identidade.

 

“Vamos começa a olhar essas fotos e ir lembrando de quantas histórias aconteceram aqui. É muito interessante perceber que pessoas que frequentavam a Rua há 20 ou 30 anos continuam voltando, e hoje trazem filhos, netos. Isso mostra que ela continua tendo um significado para Curitiba”, conta Breda.

 

A arquitetura é outro elemento que ajudou a transformar a Rua em um símbolo da cidade. O projeto é assinado pelos arquitetos Abrão Assad, Célia Bim e Simone Soares, e a estrutura original conta com 32 arcos metálicos revestidos de vidro, além dos relógios que se tornaram uma das marcas mais reconhecidas do espaço.

 

35 anos com programação especial

 

Para celebrar a data, a Rua 24 Horas terá uma programação especial no sábado, 12 de setembro, reunindo atrações para marcar os 35 anos do espaço. A agenda contará com a Família Folha e a Banda Lyra, além de ações como presença de brechós e da Zumbi Walk, entre outras atividades e apresentações musicais.  “A Rua 24 Horas faz parte da história de Curitiba, mas ela não vive só de passado. A gente quer comemorar esses 35 anos mostrando que ela continua viva, recebendo pessoas e criando novas histórias”, completa Breda.