A Polícia Federal (PF) deu início a uma investigação sobre a possível negociação de um bebê de cinco meses, que teria sido levado de Foz do Iguaçu para o Paraguai, onde foi entregue a terceiros para adoção ilegal. A Operação Repatriar, realizada na sexta-feira (4), resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão na cidade paranaense. Os alvos da operação são suspeitos de estarem envolvidos na entrega da criança e na intermediação da negociação que possibilitou a transferência do bebê para o país vizinho.
As investigações indicam que a criança foi retirada do Brasil no dia 23 de agosto. Após atravessar a fronteira, o bebê teria sido repassado a terceiros em decorrência de um acordo. Parte do pagamento pela adoção teria sido realizada através de transferência via Pix, enquanto outra quantia foi entregue em dinheiro no momento da transação, conforme os dados coletados pelos investigadores até o momento.
A PF não divulgou os valores envolvidos na negociação e também não informou quem teria recebido ou realizado os pagamentos. A investigação começou em 26 de agosto, após a identificação de indícios de que o bebê havia sido levado para fora do Brasil, com o auxílio da Polícia Civil do Paraná.
A criança foi localizada e recuperada, mas a PF não divulgou detalhes sobre o local onde foi encontrada ou a quem o bebê foi entregue após a recuperação. Como o caso envolve a transferência da criança entre o Brasil e o Paraguai, a responsabilidade pela investigação passou para a Justiça Federal, ficando sob a coordenação da Polícia Federal.
Os investigadores estão empenhados em esclarecer todos os detalhes da negociação, identificando os envolvidos na entrega do bebê e definindo o papel de cada um no processo. O caso é tratado como tráfico de pessoas para fins de adoção ilegal e envio de criança ao exterior sem a observância das exigências legais. A investigação segue em andamento.