Em novembro de 1958, um grave incêndio ocorreu no Estádio do Noroeste de Bauru durante um jogo contra o São Paulo F.C. O fogo começou aos 25 minutos do primeiro tempo, quando as equipes estavam empatadas em zero a zero. As arquibancadas de madeira, que compunham a estrutura do estádio, foram rapidamente consumidas pelas chamas, levando os torcedores a entrarem em pânico e a se retirarem do local.
O evento foi registrado na edição do dia 24 de novembro da Folha da Noite, que noticiou que o incêndio ocorreu no dia anterior, um domingo. Os bombeiros conseguiram controlar o fogo para evitar que se espalhasse para outras áreas do estádio, mas algumas residências vizinhas sofreram danos significativos. Apesar da gravidade da situação, o número de feridos foi considerado baixo, sem vítimas fatais.
O jornal O Globo também cobriu o incidente, destacando que a falta de água complicou os esforços para combater o incêndio. Entre os feridos, estavam Roberto Alves de Sousa, de 23 anos, que sofreu uma fratura na perna, e outros como José Paulo Costa, de 14 anos, e Duíno Travassos, de 23 anos. Os feridos foram encaminhados ao Hospital Regional de Bauru, onde receberam atendimento.
O juiz da partida, Juan Brozzi, decidiu suspender imediatamente o jogo ao perceber a gravidade da situação. O incêndio foi um marco na história do futebol na cidade, resultando na decisão de construir um novo estádio.
Após o incidente, iniciou-se a construção do Estádio Ubaldo de Medeiros, hoje conhecido como Doutor Alfredo de Castilho, que foi inaugurado em junho de 1960. A nova praça esportiva se tornou um símbolo de renovação para o futebol local após o trágico evento de 1958.