O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (1º), a indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A votação ocorreu com 63 votos favoráveis e apenas 4 contrários. Agora, o nome do ex-presidente do Senado segue para a Câmara dos Deputados, onde deve ser analisado e votado nesta quarta-feira (2).
A aprovação da indicação foi precedida pela aprovação de um requerimento de urgência, que permitiu que a análise fosse feita diretamente no plenário, evitando a tramitação regular pelas comissões. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), desempenhou um papel fundamental na articulação da indicação, recebendo apoio de parlamentares de diversas legendas, incluindo tanto a base governista quanto a oposição.
Rodrigo Pacheco foi indicado para ocupar a vaga deixada pela saída antecipada de Bruno Dantas, que renunciou ao cargo na segunda-feira (31), encerrando seu mandato antes do previsto. O relator da indicação, Renan Calheiros (MDB-AL), ressaltou a trajetória de Pacheco e destacou sua experiência tanto na área jurídica quanto na política, atributos que o qualificam para o novo cargo.
Com a aprovação no Senado, a expectativa agora se volta para a Câmara, onde a indicação precisa ser confirmada para que Pacheco assuma oficialmente. A articulação para sua escolha ocorreu em um contexto em que Pacheco inicialmente figurou entre os nomes cotados para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), que se abriu com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Contudo, o presidente Lula (PT) optou por nomear Jorge Messias para a vaga, resultando na rejeição da indicação de Pacheco por 42 votos a 34 em dezembro passado.
Após a aprovação, Pacheco expressou sua gratidão aos senadores e afirmou que levará ao TCU os mesmos princípios que guiaram sua atuação no Senado. Ele ressaltou a relevância do cargo e reafirmou seu compromisso com os valores do Estado de Direito e da Democracia. O senador também mencionou Rui Barbosa, patrono do Senado, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do TCU, como uma referência inspiradora para sua futura atuação.
Pacheco ainda comentou que, caso sua indicação seja aprovada pela Câmara, planeja se despedir do Senado. "Estaremos juntos nos próximos dias a desempenhar a função no Senado Federal e, no momento oportuno, se a Câmara dos Deputados me permitir, Deus me permitir de estar no Tribunal de Contas da União, aí sim, me despedirei com um abraço fraterno e muito sincero em cada um dos meus colegas senadores e senadoras", declarou o futuro ministro.