Na manhã do dia 31 de agosto de 2026, um avião de grande porte da Latam derrapou e ficou atolado em um trecho de lama ao lado da pista de pouso do Aeroporto de Cascavel. O incidente gerou uma mobilização significativa para a remoção da aeronave e a continuidade das operações no local.
A partir da madrugada de 1º de setembro, equipes especializadas vindas de São Paulo começaram a trabalhar na retirada do avião, utilizando um equipamento chamado Recovery. A operação é apoiada pela Secretaria de Obras Públicas do município, que disponibilizou maquinário como retroescavadeira, caminhão brita e rolo compressor para auxiliar na estruturação da área afetada.
Inicialmente, estava prevista a retomada das operações aéreas às 8h, mas a administração do aeroporto decidiu estender a interdição, emitindo um NOTAM que informa sobre restrições temporárias. A nova previsão para a liberação da pista foi ajustada para o meio-dia, devido à necessidade de seguir protocolos rigorosos após a remoção da aeronave.
Essas etapas incluem a limpeza da pista, uma varredura completa de segurança em toda a área e uma análise minuciosa do pavimento antes que novos pousos possam ocorrer. A Transitar, responsável pela medição da lâmina de água na pista, constatou que os níveis estavam dentro dos limites normais para operações aéreas, o que não impediu o incidente.
As imagens e registros do ocorrido foram encaminhados ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que se encarregará de investigar as causas do acidente. Durante o incidente, nenhum dos 145 passageiros ou dos seis tripulantes ficou ferido, todos desembarcaram com segurança. Os voos que estavam programados para aterrissar em Cascavel foram remanejados para o aeroporto de Foz do Iguaçu.