O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que a Rússia pretende recrutar aproximadamente 300 mil novos soldados após as eleições parlamentares, previstas para setembro. Essa mobilização, , tem como objetivo fortalecer as tropas russas e apoiar as operações militares em território ucraniano.
Além disso, o líder ucraniano indicou que novas convocações podem ocorrer em 2027, elevando o total de recrutas a cerca de 500 mil. Informações de inteligência dos Estados Unidos revelam que a Rússia já iniciou preparativos iniciais para uma possível nova mobilização. O Wall Street Journal noticiou que autoridades ocidentais estão atentas a exercícios que visam testar a capacidade russa de organizar e equipar um grande contingente de soldados, caso o Kremlin opte por expandir suas forças.
Um dos exercícios foi realizado em Kaliningrado, um território russo situado entre a Polônia e a Lituânia, ambos membros da OTAN. Durante essa atividade, as tropas russas testaram procedimentos relacionados à mobilização da população local, incluindo a logística necessária para alojar, alimentar e armar novos recrutas. Movimentos semelhantes estariam ocorrendo em outras regiões da Rússia, embora até o momento não haja confirmação de que o presidente Vladimir Putin tenha tomado a decisão de convocar esses novos soldados.
A situação ganhou destaque no dia 25, quando o diretor da CIA, John Ratcliffe, fez uma visita inesperada a Moscou, permanecendo na capital russa por cerca de quatro horas. O governo dos Estados Unidos não divulgou oficialmente o objetivo da viagem nem as reuniões realizadas durante o encontro.
A visita de Ratcliffe ocorre em um contexto em que Os Estados Unidos monitoram não apenas os preparativos russos relacionados ao conflito na Ucrânia, mas também possíveis ações de Moscou que possam testar a determinação da OTAN e a capacidade de resposta coletiva dos países membros da aliança. As provocações poderiam se manifestar de diversas formas, incluindo operações híbridas, ataques cibernéticos ou ações militares limitadas.
A presença do diretor da CIA em Moscou evoca um momento significativo, lembrando a visita de William Burns, o então chefe da agência, em novembro de 2021. Naquela ocasião, Burns foi enviado para transmitir uma advertência enquanto Os Estados Unidos observavam a concentração de tropas russas na fronteira com a Ucrânia. Três meses depois, em fevereiro de 2022, Putin deu início à invasão em larga escala.