Bruno Bolsonaro Scheid, candidato ao Senado por Rondônia, tem intensificado sua campanha com críticas direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Para isso, adesivou seu micro-ônibus de campanha com as mensagens 'Fora Lula' e 'Fora Moraes', que o acompanham em sua agenda por várias regiões do Estado.
Alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Bruno também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em seu discurso, o candidato enfatizou a necessidade de uma representação da direita no Senado, afirmando que o atual governo tem prejudicado o país e menosprezado o agronegócio, considerado por ele como essencial para a economia nacional. "O povo cansou desse país e quer um novo Brasil", declarou.
Bruno, que é pecuarista, está participando de sua primeira disputa eleitoral e não possui experiência anterior em cargos públicos. Nascido em Paragominas (PA), ele enfrentou dificuldades na infância, incluindo a perda do pai, que foi morto durante uma disputa de terras. Após esse episódio, mudou-se para o bairro Caladinho, na Zona Sul de Porto Velho.
Em 2018, durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Bruno foi mantido refém por várias horas por integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), que ocuparam uma fazenda de sua família em Alvorada do Oeste. O incidente, que envolveu agressões e ameaças, resultou na condução de mais de 50 pessoas para apuração de crimes. O caso chamou a atenção de Jair Bolsonaro, que convidou Bruno para relatar pessoalmente a situação após sua eleição, estreitando o vínculo entre os dois.
Atualmente, Bruno aguarda uma decisão da Justiça Eleitoral sobre a utilização do nome 'Bolsonaro' em sua candidatura, visto que seu nome civil é Bruno Scheid. O Ministério Público Eleitoral questiona essa identificação, alegando que pode gerar confusão entre os eleitores, uma vez que não existe um vínculo familiar com a família Bolsonaro. A defesa do candidato argumenta que o termo já era utilizado como um cognome político antes da campanha de 2026, apresentando uma pesquisa de abril de 2025 que já o identificava como 'Bruno Bolsonaro Scheid'. Além disso, ele alega ter recebido autorização de Jair Bolsonaro para usar o nome, e Michelle Bolsonaro deve testemunhar em seu favor para esclarecer essa relação. Até o momento, não há uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral sobre o assunto.