A Prefeitura de Curitiba está considerando a implementação de um sistema de transporte coletivo sob demanda, onde os passageiros poderão solicitar viagens por meio de um aplicativo. Essa possibilidade faz parte da nova concessão do sistema de transporte, que ainda está em fase de estudo e análise com a participação de futuras concessionárias e apoio técnico especializado.
O projeto-piloto proposto tem a duração prevista de 12 meses e pretende utilizar nove micro-ônibus ou midi-ônibus. Diferentemente do sistema convencional, que opera com horários e trajetos fixos, os veículos do modelo sob demanda terão trajetos adaptáveis conforme as solicitações dos usuários. Assim, o passageiro poderá requisitar uma viagem e, a partir dessa demanda, o sistema organizará os deslocamentos dos ônibus para atendê-los.
Esse novo modelo visa proporcionar um serviço mais flexível, especialmente em áreas ou em horários com baixa demanda que não justificam a operação regular de linhas convencionais. Apesar da possibilidade de solicitação via aplicativo, o serviço continuará a integrar o sistema de transporte coletivo e será analisado pela administração municipal antes da sua implementação.
Além do transporte sob demanda, a nova concessão prevê outras inovações. Entre as principais mudanças está a integração temporal irrestrita, que permitirá aos usuários do cartão-transporte da Urbs realizar trocas de ônibus em qualquer ponto de embarque dentro de um período específico, sem a necessidade de pagar uma nova passagem. Atualmente, as integrações dependem de terminais e estações-tubo, e a expectativa é reduzir em 4,7 pontos percentuais o número de transbordos, tornando as viagens mais ágeis e diretas.
Outro ponto importante da nova concessão é a introdução de 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031, sendo que 90 deles devem começar a circular logo no início do novo contrato. Também estão previstas a criação de quatro novas linhas conectoras e o retorno da Circular Centro, que será operada com ônibus elétricos.
A nova concessão terá um prazo de 15 anos e será dividida em cinco lotes para a disputa entre as empresas interessadas. O contrato está estimado em R$ 3,9 bilhões para o sistema de transporte coletivo de Curitiba. As propostas devem ser apresentadas até o dia 17 de novembro na sede da B3, em São Paulo, e o leilão está agendado para o dia 26 de novembro, às 10h. A estruturação da nova concessão foi realizada pela Prefeitura de Curitiba em colaboração com o BNDES, a Urbs e o Ippuc.