Na noite do último domingo (23), enquanto ocorria o primeiro debate presidencial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu uma entrevista à RECORD, onde abordou pela primeira vez as investigações relacionadas ao seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e ao seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Lula destacou que acompanha os casos com seriedade e defendeu a continuidade das investigações, afirmando que não deve haver interferência do governo nesse processo. O presidente reiterou que todos estão sujeitos à lei, incluindo membros de sua própria família. "Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, esse alguém tem que ser investigado", afirmou.
Durante a entrevista, Lula enfatizou que não cabe ao presidente a função de juiz ou procurador. Ele explicou que sua responsabilidade é garantir a liberdade das instituições para que possam realizar suas atividades de forma independente. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente", disse.
O presidente também comentou sobre as consequências para aqueles que eventualmente cometerem erros. "Se isso acontecer, eles serão perdoados. Mas, se alguém cometeu erro e esse erro trouxe prejuízo aos cofres públicos, essas pessoas terão que pagar", declarou.
Ao se referir especificamente ao filho, Lula orientou Lulinha a apresentar sua defesa e a demonstrar sua inocência. Ele afirmou que, caso seu filho tenha cometido algum erro, ele deverá enfrentar as consequências. "Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele", completou.
O presidente reafirmou sua posição sobre as investigações, afirmando que não pretende interferir nos casos de Lulinha e Marcola, e destacou: "Se alguém fizer a coisa errada, pagará pelo que fez."