Foz do Iguaçu, em 21 de agosto de 2026, contabilizou 35 casos confirmados de dengue, completando assim dois anos seguidos sem mortes em decorrência da doença. Os dados foram divulgados no boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, que também registrou um total de 3.535 notificações até o momento, com 3.345 casos descartados.
A redução no número de casos é expressiva, com uma diminuição de aproximadamente 96% em comparação a 2025, quando a cidade teve 1.031 casos confirmados. Em 2024, o cenário era ainda mais preocupante, com 14.683 casos e dez mortes. As ações de combate à dengue realizadas ao longo do ano são apontadas como fundamentais para esse resultado positivo.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) destacou que as atividades de prevenção incluem visitas a residências, mutirões de limpeza e a remoção de criadouros, além de campanhas de conscientização em escolas e estabelecimentos comerciais. A coordenadora técnica do CCZ, Renata Defante Lopes, ressaltou a importância da participação da comunidade no combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença.
Uma das inovações no combate à dengue é a utilização do método Wolbachia, que será implementado em uma nova fase a partir do dia 25 de agosto. Mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria serão liberados em 28 bairros da cidade. Ao cruzar com os mosquitos locais, esses insetos transmitem a Wolbachia para a sua prole, o que diminui a capacidade de transmissão da dengue e de outras doenças, como zika e chikungunya.
De acordo com as autoridades de saúde, essa tecnologia é considerada segura para a população, animais e meio ambiente. A primeira liberação de mosquitos com Wolbachia ocorreu em 2024 e, com a nova fase, a estratégia deverá abranger todo o município. O projeto é coordenado pela Fiocruz e pela Wolbito do Brasil, com o suporte do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.
Apesar da queda nos casos, o CCZ alerta que o mosquito transmissor ainda está presente em Foz do Iguaçu. As orientações incluem a eliminação de locais com água parada e a limpeza frequente de quintais para evitar a proliferação do mosquito, visando impedir uma nova epidemia de dengue na cidade.