Bancários de diversas regiões do Brasil iniciaram nesta quinta-feira (20) uma greve nacional com duração de 24 horas, motivada por impasses nas discussões referentes à Campanha Nacional Unificada de 2026. O movimento, que foi aprovado em assembleias no dia 17, surge após a categoria rejeitar uma proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
A paralisação pode impactar o atendimento presencial nas agências bancárias, embora os clientes ainda possam utilizar os canais digitais como alternativa. Apesar das tentativas de novas negociações, a Fenaban não apresentou um novo índice de reajuste durante a rodada realizada em 18 de outubro, quando retirou da mesa propostas que incluíam reajuste salarial em três faixas e o congelamento do piso para novos funcionários.
As principais reivindicações dos bancários incluem a reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de um aumento real de 5%. Além disso, os trabalhadores buscam melhorias na valorização do piso salarial, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), bem como nos vales-refeição e alimentação.
A pauta de reivindicações também aborda questões relacionadas às condições de trabalho. Os bancários pedem a contratação de mais funcionários para aliviar a sobrecarga nas agências, o combate a metas consideradas abusivas e medidas contra o assédio. Ademais, a categoria exige regras para o uso de inteligência artificial e tecnologias de monitoramento no ambiente de trabalho, além de avanços em saúde, diversidade e qualificação profissional.
No Paraná, a greve não altera automaticamente o vencimento de contas e boletos, e os clientes devem utilizar canais digitais ou outras formas de pagamento para evitar juros e multas. A expectativa é que as negociações sejam retomadas na próxima segunda-feira (24), quando os trabalhadores esperam que a Fenaban apresente uma nova proposta econômica considerada adequada pela categoria.
A extensão da mobilização e seus impactos sobre o atendimento nas agências dependerão da adesão dos bancários em cada região. A paralisação é uma estratégia para pressionar os bancos em busca de um acordo que atenda às demandas dos trabalhadores.