A geração que troca a república pela experiência: moradia estudantil se torna extensão da vida universitária

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Segurança, comunidade, bem-estar e networking impulsionam um novo modelo de moradia para estudantes brasileiros e estrangeiros, transformando a experiência acadêmica nas grandes cidades

A tradicional república estudantil e o aluguel convencional vêm perdendo espaço entre universitários que buscam mais do que um lugar para morar. Impulsionada pela valorização da experiência universitária, uma nova geração de estudantes prioriza moradias que oferecem segurança, praticidade, convivência e qualidade de vida. Nesse cenário, residências estudantis ganham protagonismo ao reunir infraestrutura completa, áreas compartilhadas e iniciativas voltadas à integração social e ao bem-estar.

A mudança de comportamento acompanha uma transformação no perfil dos universitários, especialmente daqueles que deixam suas cidades de origem ou chegam ao Brasil para programas de intercâmbio. Mais do que reduzir deslocamentos ou facilitar a rotina acadêmica, a escolha da moradia passou a considerar fatores como senso de comunidade, oportunidades de networking, eventos de integração, espaços de convivência, wellness e ambientes preparados para uma rotina híbrida de estudos, trabalho e lazer.

Os números reforçam esse movimento. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Brasil contabilizava 20.811 estudantes estrangeiros matriculados no ensino superior em 2023. Desse total, 53,9% eram provenientes do continente americano, 22,9% da África, 12,2% da Europa e 11% da Ásia. Angola liderava a lista de países de origem, seguida por Japão, Venezuela, Paraguai, Bolívia e Estados Unidos. Para muitos desses estudantes, encontrar uma moradia estruturada representa um fator decisivo para uma adaptação mais rápida ao país e à vida universitária.

Foi essa busca por praticidade e integração que motivou Luiz Ricardo Cavalcante Barbosa, 32 anos, historiador militar e intercambista da Universidade de São Paulo (USP), a escolher o Share Student Living Perdizes durante seu período de estudos no Brasil. Natural de Stuttgart, na Alemanha, e residente em Berlim, Luiz realizará um semestre de intercâmbio na USP, onde cursará Relações Internacionais com foco nas relações entre Brasil e Alemanha, especialmente nas áreas militar e de política de armamentos. “A localização foi um dos principais motivos da minha escolha, porque consigo chegar à faculdade em cerca de 15 minutos. Além disso, gostei de ter um quarto privativo, da convivência com estudantes de diferentes países e da estrutura oferecida pelo residencial. A piscina e os eventos promovidos também ajudam muito na integração. Preferi um lugar onde pudesse ter meu espaço, mas também criar conexões com outros moradores”, afirma o intercambista. 

Além da estrutura física, a convivência diária entre estudantes de diferentes nacionalidades amplia o intercâmbio cultural e fortalece a construção de vínculos. Durante os seis meses no Brasil, Brown participou de eventos culturais, viveu o Carnaval, frequentou museus, academias, festas universitárias e ampliou seu relacionamento com estudantes brasileiros, experiências que considera fundamentais tanto para sua formação pessoal quanto profissional.

Essa busca por experiências explica por que o conceito de moradia estudantil evoluiu nos últimos anos. Hoje, empreendimentos especializados oferecem apartamentos e studios mobiliados, coworkings, salas de estudos, academias, cozinhas compartilhadas, lounges, lavanderia, recepção 24 horas, internet de alta velocidade e áreas destinadas ao lazer e ao convívio social. O objetivo é permitir que o estudante concentre sua energia na vida acadêmica e no desenvolvimento de novas conexões.

Segundo Juliana Onias, gerente regional de Operações da Share Student Living, o conceito de moradia estudantil acompanha as mudanças de comportamento da geração atual. “Percebemos que os estudantes não procuram apenas um endereço para morar. Eles buscam uma experiência completa, que ofereça conforto, segurança, integração e oportunidades de convivência. Nosso propósito é criar ambientes onde brasileiros e estrangeiros se sintam acolhidos, construam relacionamentos e aproveitem plenamente a vida universitária e cultural da cidade”, afirma.

A executiva destaca que o modelo responde às novas expectativas dos universitários, que valorizam conveniência, qualidade de vida e pertencimento. “Todos os empreendimentos da Share Student Living foram planejados para proporcionar uma experiência semelhante, independentemente da unidade. Pensamos em espaços que favoreçam a integração entre estudantes, estimulem o networking e permitam que cada morador vivencie a cidade de forma mais completa”, acrescenta Juliana Onias.