O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, gerou forte repercussão internacional. Líderes de diversos países se dividiram entre apoiar e condenar a ação coordenada por Donald Trump. A Rússia condenou o que chamou de “ato de agressão armada” e afirmou que tais ações representam uma violação inaceitável da soberania de um Estado independente.
A Colômbia manifestou “profunda preocupação” com as explosões registradas em Caracas e a escalada da tensão na região. O presidente Gustavo Petro disse que o governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil. O presidente chileno, Gabriel Boric, pediu para que “se busque uma saída pacífica para a grave crise que afeta o país”.
A União Europeia também se pronunciou sobre a ação militar e a captura de Nicolás Maduro. A chefe de externa do bloco afirmou que conversou com o secretário de Estado dos EUA e com o embaixador da UE no país. Segundo ela, Maduro não possui legitimidade para presidir a Venezuela após as controversas eleições presidenciais de 2024. Apesar disso, o grupo defende que, em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados.
O Irã classificou o ataque norte-americano como “uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial”, e cobrou que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) atue para interromper a “ação ilegal”.