Homem é preso após simular sequestro para extorquir R$ 5,5 mil da família

Um homem de 29 anos foi detido em Araruama, no Rio de Janeiro, após fingir seu próprio sequestro com a ajuda de cúmplices para extorquir dinheiro da família. O caso foi descoberto pela Polícia Civil.

Um homem de 29 anos foi preso em Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, suspeito de ter simulado seu próprio sequestro com o intuito de extorquir R$ 5,5 mil de sua família. A ação criminosa contou com a participação de outras duas pessoas, que ajudaram a criar a falsa narrativa para convencer os familiares a pagarem o resgate.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, identificado como Gabriel Silva Belmont, saiu de casa na manhã de segunda-feira (10), por volta das 8h, informando aos pais que iria entregar currículos. Em seguida, a família começou a receber mensagens e áudios enviados pelo celular de Gabriel, nos quais ele alegava ter sido sequestrado e mantido em um cativeiro.

Os supostos sequestradores exigiam o pagamento de R$ 5,5 mil para libertar Gabriel, além de ameaçarem matá-lo caso o valor não fosse pago. Para dar mais veracidade à situação, foram encaminhadas fotos e gravações que simulavam as condições do sequestro, aumentando a aflição dos familiares.

A pressão sobre a família levou os parentes a procurarem a 118ª Delegacia de Polícia de Araruama, onde solicitaram ajuda para localizar o suposto cativeiro. A investigação foi rapidamente iniciada e, durante as diligências, os policiais receberam informações que os conduziram até um imóvel situado na Rua Teófilo Soares de Bragança.

No local, a polícia encontrou Gabriel, além de Filipe Jefferson Ramos Pereira, de 37 anos, e Daniele Teixeira de Aguiar Leoncio, de 43 anos. Gabriel foi encontrado deitado em uma cama ao lado de Daniele e ainda estava com o celular que havia utilizado para enviar as mensagens à família.

As investigações revelaram que o sequestro foi uma armação para tentar extorquir dinheiro da família do homem. Todos os três envolvidos foram presos, e o caso segue sob a responsabilidade da Polícia Civil para investigação adicional.