Ceará registra fechamento de fábrica de calçados e demissões em massa

A JA Calçados, do Grupo Becker, é a sexta unidade a fechar no Ceará em 35 dias, resultando em 923 demissões. O governo busca alternativas para reverter a situação.
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O fechamento da JA Calçados, pertencente ao Grupo Becker, em Brejo Santo, marca a sexta fábrica de calçados a encerrar atividades no Ceará em um intervalo de apenas 35 dias. A unidade, que contava com 89 funcionários, se une a outras cinco fábricas do grupo, situadas Em Pentecoste, que também foram fechadas entre junho e julho deste ano.

Com essa sequência de encerramentos, 923 trabalhadores perderam seus empregos, refletindo uma crise significativa no setor calçadista. A fábrica, que já chegou a empregar cerca de 300 pessoas, foi uma das responsáveis por fornecer calçados para grandes marcas como Nike e Lacoste, integrando uma cadeia de produção que prometia expansão.

Em 2023, o Grupo Becker havia planejado aumentar suas operações Em Pentecoste e criar centenas de novas vagas de emprego. Contudo, os planos não se concretizaram e resultaram no fechamento das cinco unidades localizadas no município. A situação levanta preocupações sobre o futuro do setor e a recuperação dos postos de trabalho perdidos.

Após os fechamentos, o Governo do Ceará se manifestou, anunciando a intenção de buscar uma nova empresa para ocupar as instalações deixadas pelas fábricas Em Pentecoste. O governador Elmano Freitas havia prometido divulgar informações sobre uma nova fábrica na região até o final da semana passada, mas até o momento não houve anúncio.

Uma das empresas em negociação com o governo é a Dilly, que já possui uma unidade em Itapajé e demonstrou interesse em expandir suas operações no Ceará. A série de demissões e fechamentos de fábricas em um curto espaço de tempo gerou um clima de incerteza e preocupação entre os trabalhadores e a comunidade local, que esperam por soluções que possam reverter a situação atual e trazer novos empregos à região.