Nesta sexta-feira (14), as Autoridades da Colômbia informaram que o número de mortos em decorrência do terremoto de magnitude 7,4, que atingiu o noroeste do país no início da semana, subiu para 285. O evento também deixou 3.975 feridos, um aumento de cinco mortes e cinco feridos em relação ao balanço anterior, realizado na quinta-feira (13). A Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD) reportou que 354 pessoas ainda estão desaparecidas, enquanto 348 foram resgatadas até o momento.
O diretor da UNGRD, David Tamayo, ressaltou a prioridade das equipes de resgate em continuar a busca por pessoas que possam estar sob os escombros. No entanto, ele advertiu que as chances de encontrar sobreviventes estão diminuindo. "A orientação é não parar de procurar e encontrar todas as pessoas registradas como desaparecidas, e não descansar até encontrá-las, de preferência com vida, ou recuperar seus corpos", afirmou Tamayo.
Até agora, o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses recebeu 260 corpos, dos quais 246 já foram identificados. Entre os identificados, 17 são crianças. O terremoto, que teve seu epicentro a cinco quilômetros de San José del Palmar, no departamento de Chocó, afetou 102.105 pessoas e deixou 44.936 famílias prejudicadas.
A UNGRD estimou que 73.455 residências foram danificadas, com 12.828 delas completamente destruídas e 121 edifícios colapsados. Além disso, houve danos significativos a cinco aeroportos, doze pontes para pedestres, 44 pontes, 198 vias, 236 centros de saúde e 2.136 estabelecimentos de ensino.
Em resposta a essa tragédia, o ministro da Habitação da Colômbia, Jaime Andrés Beltrán, anunciou que o governo, liderado por Abelardo de la Espriella, já iniciou a elaboração de um plano de reconstrução para as áreas afetadas, embora ainda não haja uma estimativa precisa do custo. Beltrán mencionou que a administração está lidando com recursos limitados, afirmando que "deixaram-nos sem recursos".
Para garantir um diagnóstico adequado sobre a situação das moradias, será formada uma equipe de profissionais coordenada pela UNGRD, com a missão de identificar quantas casas precisam ser demolidas para a construção de novas moradias e quais podem ser reformadas.