Bilhões ainda aguardam resgate por brasileiros em contas esquecidas

O Banco Central revelou que cerca de R$ 5,12 bilhões permanecem disponíveis para resgate no Sistema de Valores a Receber, com mais de 22 milhões de pessoas físicas podendo reivindicar valores. A maioria das quantias disponíveis é de pequenas quantias, com 70% dos beneficiários tendo até R$ 10 para receber.

Dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (11) indicam que R$ 5,12 bilhões ainda estão disponíveis para resgate no Sistema de Valores a Receber (SVR). Esses valores esquecidos estão em bancos, consórcios e outras instituições financeiras.

Do montante total, aproximadamente R$ 3,76 bilhões pertencem a 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto cerca de R$ 1,35 bilhão está disponível para aproximadamente 2 milhões de empresas. Desde a implementação do sistema, foram identificados mais de R$ 20,93 bilhões em valores esquecidos, sendo que até o momento R$ 15,81 bilhões já foram devolvidos aos clientes.

Somente no mês de junho, os brasileiros resgataram em torno de R$ 340 milhões pelo sistema, um valor inferior aos R$ 427 milhões retirados em maio e aos R$ 483 milhões registrados em abril. A maior parte dos valores disponíveis é composta por pequenas quantias, com cerca de 18,5 milhões de pessoas tendo até R$ 10 para receber, representando aproximadamente 70% dos beneficiários.

Além disso, 4,96 milhões de usuários possuem valores que variam entre R$ 10,01 e R$ 100. Já cerca de 3 milhões de pessoas têm valores superiores a R$ 100 esquecidos. Para consultar a existência de valores disponíveis, o Sistema de Valores a Receber permite que a verificação seja feita em nome de indivíduos, empresas ou até mesmo de falecidos.

A consulta inicial pode ser realizada utilizando o CPF e a data de nascimento ou, para empresas, o CNPJ e a data de abertura. Caso haja valores disponíveis, o acesso ao sistema requer uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, além da verificação em duas etapas.

O pedido de resgate do dinheiro esquecido pode ser feito diretamente à instituição financeira responsável ou por meio do próprio sistema do Banco Central. Também é possível optar pelo resgate automático, quando essa alternativa estiver disponível. Os valores podem ter origem em contas encerradas, tarifas indevidamente cobradas, recursos de consórcios finalizados, cotas de cooperativas de crédito e outras quantias que estão disponíveis para devolução.