O padre já havia sido condenado em março de 2026 pela 2.ª Vara Criminal de Paranaguá a dois anos e 11 meses de prisão –
O padre Binu Joseph Chollackal, ex-pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, na Ilha dos Valadares, foi preso em Paranaguá nesta terça-feira (11). A prisão ocorre após o Ministério Público do Paraná, por meio da 3.ª Promotoria de Justiça de Paranaguá, ter oferecido denúncia criminal também nesta terça-feira, 11, contra o religioso pela prática dos crimes de violação sexual mediante fraude, com abuso de autoridade religiosa, e violência psicológica contra uma mulher.
A equipe de reportagem entrou em contato com o advogado de defesa de padre Binu Joseph, Dr. Giordano Sadday Vilarinho Reinert, mas não obteve retorno até o momento. As informações são da Folha Litoral News.
O padre já havia sido condenado em março de 2026 pela 2.ª Vara Criminal de Paranaguá a dois anos e 11 meses de prisão. O crime teria sido o de violação sexual mediante fraude. O regime inicial seria o semiaberto determinado pela Justiça na época. O caso da condenação teria ocorrido em 2022, quando uma jovem de 20 anos havia recebido atendimento do líder religioso na Ilha dos Valadares. Segundo a denúncia do MPPR desta terça-feira, 11, “os fatos ocorreram entre 2017 e 2024, período em que o denunciado teria se aproveitado da posição de liderança religiosa e da relação de confiança estabelecida com a vítima para praticar atos libidinosos e, posteriormente, submetê-la a sucessivas formas de violência psicológica”, completa.
De acordo com a acusação formulada pelo MPPR, “sob o pretexto de realizar orações de cura e libertação de males espirituais, entre 2017 e março de 2020, o denunciado teria utilizado falsos rituais para praticar atos libidinosos contra a mulher, em dependências da igreja e na residência paroquial”, informa a assessoria.
“Ainda conforme a denúncia, quando a mulher passou a questionar os atos e tentou se afastar, o religioso teria adotado condutas para controlá-la e intimidá-la, como ligações e mensagens insistentes. Também teria utilizado a autoridade religiosa para desacreditá-la, além de ameaçá-la com supostas ‘pragas’ que poderiam provocar o adoecimento dela e da família”, informa o Ministério Público. “As condutas de violência psicológica teriam se prolongado até aproximadamente a metade de 2024, por meio de ameaças, constrangimentos, manipulação, humilhação, chantagem e isolamento”, finaliza.
Relembre o caso
O primeiro episódio veio à tona a partir de denúncia do Ministério Público do Paraná, que acusou o então padre de importunar sexualmente uma jovem de 20 anos dentro de uma igreja na Ilha dos Valadares, em Paranaguá.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu em 11 de fevereiro de 2022. Na ocasião, o religioso teria se aproveitado de um momento de oração para cometer o abuso. Conforme apurado, ele orientou os presentes a fecharem os olhos, instante em que teria tocado indevidamente a vítima, sem que familiares percebessem.
A denúncia foi formalizada pela 3.ª Promotoria de Justiça de Paranaguá em outubro de 2025, cerca de três anos após o ocorrido.
Além da condenação criminal, o Ministério Público também solicitou à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 20 mil pelos danos causados à vítima.
Em abril de 2026, o Ministério Público ofereceu nova denúncia contra o padre Binu pelo crime de violação sexual mediante fraude. De acordo com a denúncia, apresentada pela 3.ª Promotoria de Justiça da comarca e aceita pelo Judiciário na semana passada, o crime teria ocorrido no início de 2021. A vítima seria uma mulher que procurou o sacerdote em busca de aconselhamento espiritual na região da Ilha dos Valadares.
Fonte:A Rede PG