Curitiba registra recorde histórico de acolhimentos em abrigos devido ao frio intenso

A Fundação de Ação Social contabilizou 1.675 acolhimentos em uma única noite, o maior desde 1993, enquanto a cidade enfrenta temperaturas baixas.
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O frio intenso que atinge Curitiba levou a Fundação de Ação Social (FAS) a registrar um número recorde de acolhimentos em seus abrigos. Na noite de segunda-feira (10) até a madrugada de terça-feira (11), 1.675 pessoas buscaram abrigo, superando por duas pessoas o recorde anterior, que havia sido de 1.673 acolhimentos, registrado em 22 de julho deste ano. Esta é a maior quantidade de acolhimentos em uma única noite desde a fundação da FAS, em 1993.

A temperatura na madrugada foi de 7,7°C, com sensação térmica de 4,5°C, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Com a previsão de que os termômetros continuem a registrar temperaturas abaixo dos 8°C, a FAS intensificou as abordagens sociais, visando reduzir o risco de hipotermia entre as pessoas que vivem nas ruas.

Além do aumento no número de acolhimentos, a FAS também alcançou uma marca significativa no número de abordagens sociais, totalizando 359, o que representa a maior quantidade já registrada em um único período. Desses atendimentos, 181 foram originados por solicitações recebidas pela Central 156, enquanto 173 resultaram de ações de busca ativa realizadas pelas equipes nas ruas. O restante das abordagens foi feito por meio de pedidos diretos à fundação.

Renan de Oliveira Rodrigues, presidente da FAS, destacou a importância do trabalho realizado pelas equipes que atuam nas ruas: "Estamos nas ruas 24 horas por dia para ofertar serviços, principalmente o de acolhimento, para proteger ainda mais as pessoas em situação de rua e evitar o risco de hipotermia. Não podemos perder ninguém para o frio".

Atualmente, Curitiba conta com 1.769 vagas disponíveis em abrigos, distribuídas entre 33 unidades próprias e parceiras. Caso a demanda ultrapasse a capacidade dos abrigos, a Prefeitura pode ativar o Plano de Contingência Municipal, que permite a abertura de abrigos provisórios em espaços públicos ou comunitários.

O atendimento não se encerra ao acolhimento. A rede municipal oferece acompanhamento individualizado para os acolhidos, incluindo encaminhamentos para serviços de saúde, emissão de documentos, tratamento para dependência química, qualificação profissional e ações voltadas à reinserção familiar, conforme as necessidades de cada indivíduo.