Lula altera equipe de campanha a seis dias do início da propaganda eleitoral

O presidente Lula retirou Sidônio Palmeira da condução da campanha à reeleição, mantendo sua posição na Secretaria de Comunicação Social. A decisão ocorre após divergências na equipe e busca evitar sobreposição entre comunicação institucional e eleitoral.
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O presidente Lula (PT) decidiu realizar mudanças significativas em sua equipe de campanha à reeleição, retirando Sidônio Palmeira, atual ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do núcleo responsável pela condução das atividades eleitorais. Esta alteração acontece a apenas seis dias do início da propaganda eleitoral, evidenciando a urgência da situação.

Apesar de deixar a condução da campanha, Sidônio Palmeira permanecerá à frente da Secom e continuará exercendo suas funções no governo. A gestão do marketing eleitoral agora ficará a cargo de Raul Rabelo, sócio de Sidônio, que contará com a colaboração de Chico Kertész e Tiago Cesar dos Santos, ex-número dois da Secom. Essa nova configuração visa dar um novo direcionamento à estratégia de comunicação da campanha.

A decisão de Lula surge em um contexto de desgaste nas comunicações do governo, onde divergências entre membros da equipe se tornaram frequentes. O presidente tem buscado evitar a sobreposição entre a comunicação institucional e a estrutura da campanha, estabelecendo assim uma clara divisão de responsabilidades.

Informações apontam que Lula enfatizou a necessidade de um único comando na campanha, afastando a possibilidade de um “duplo comando”. Embora Sidônio tenha permissão para oferecer suas opiniões, as decisões estratégicas serão tomadas pela nova equipe de marketing eleitoral.

Sidônio Palmeira, que já foi responsável pela comunicação da campanha de Lula em 2022 e se consolidou como um dos principais assessores do presidente, enfrentou nos últimos meses uma série de cobranças em relação à comunicação governamental. Este cenário foi intensificado por desentendimentos com outros integrantes do núcleo político da campanha.

A mudança ocorre em um momento delicado, também marcada pela recente saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, da equipe próxima ao presidente. Sua saída se deu após a revelação de que ele recebeu recursos da empresária Roberta Luchsinger, que está sob investigação na Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a descontos de aposentados e pensionistas do INSS.