Lula destaca avanços econômicos e reforça relação com Trump durante evento em São Paulo

Em discurso a apoiadores, Lula elogia a economia brasileira e a reforma tributária de Fernando Haddad, além de se preparar para enviar dados sobre desmatamento a Donald Trump.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou neste sábado (8) sua intenção de enviar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informações sobre o menor nível de desmatamento na Amazônia da última década. A declaração foi feita durante um discurso para apoiadores e integrantes de movimentos sociais, incluindo o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Recentemente, os Estados Unidos impuseram uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, citando, entre outros motivos, a atuação do Brasil no combate ao desmatamento. "Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem o informou não informou sobre a verdade", afirmou Lula em seu discurso.

Dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelaram que, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil registrou a menor área sob alerta de desmatamento na Amazônia desde o início da série histórica, em 2016.

O presidente também fez elogios ao ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), pela aprovação da reforma tributária. Segundo Lula, a reforma, que entrará em vigor em 2027, "certamente vai beneficiar muito o Brasil, o povo brasileiro, as empresas e o comércio, porque é uma reforma tributária justa". Ele destacou ainda que Haddad foi responsável pelo projeto que isentou do imposto de renda pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês.

Durante o evento, Lula enfatizou que a "economia está dando certo" e mencionou indicadores que, segundo ele, evidenciam a melhora do cenário econômico. O presidente declarou que o Brasil alcançou a menor inflação acumulada em quatro anos, o menor desemprego da história e o maior crescimento da massa salarial já registrado.

Lula também ressaltou que, desde que deixou a presidência em 2010, o país não crescia acima de 3%. Ele ponderou que "não é possível um país dar certo" se a riqueza não circular entre a população, mas se concentrar nas mãos de poucos.