Um dos casos foi registrado na segunda-feira (3), durante o intervalo das aulas. A aluna estava na sala para comer quando foi surpreendida pelos colegas, que a agrediram e a violentaram. Após o incidente, a estudante relatou o ocorrido à direção da escola, mas a defesa alega que a instituição não tomou as devidas providências.
A adolescente somente contou à mãe sobre o que havia acontecido no dia seguinte, após ter recebido ameaças dos suspeitos. Outra estudante, que afirma ter sofrido violência de natureza semelhante cerca de um mês antes, decidiu denunciar o caso após tomar conhecimento do ocorrido com a colega.
Ambas as adolescentes registraram boletim de ocorrência e foram submetidas a exames no Insituto Médico Legal (IML). O Conselho Tutelar e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) estão acompanhando o desenrolar da situação, enquanto a Polícia Civil conduz a investigação, que ocorre em sigilo devido ao envolvimento de menores.
Em resposta aos fatos, as alunas foram afastadas das aulas na escola municipal em Cabo de Santo Agostinho e aguardam transferência para outra instituição de ensino. A Prefeitura do Cabo informou que prestou atendimento às vítimas e instaurou um procedimento administrativo, negando qualquer omissão por parte da unidade escolar.