Na última quinta-feira (6), um tornado se formou entre os municípios de Pedro Osório e Pelotas, No Rio Grande do Sul, durante a passagem de um ciclone bomba pela região Sul do Brasil. O fenômeno resultou em diversos destelhamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia em várias localidades do estado.
A ocorrência foi documentada no primeiro dia de atuação do ciclone, que, segundo especialistas, se associou a uma supercélula provocada pela intensificação do sistema. Além do tornado, o avanço do ciclone trouxe chuvas de granizo e temporais para diversas cidades gaúchas.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul reportou danos em municípios como Uruguaiana, Erechim, Caçapava do Sul e Chuí, onde foram observados alagamentos e estragos em imóveis e escolas. As chuvas de granizo também afetaram áreas de Fazenda Vila Nova e Bom Retiro.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo para o estado, devido ao risco de novos temporais e ventos intensos. As rajadas de vento podem exceder 90 km/h até o próximo sábado (8), quando a intensidade do fenômeno deve ser maior.
O ciclone bomba No Rio Grande do Sul é classificado como ciclogênese explosiva ou bombogênese, que ocorre quando uma área de baixa pressão atmosférica se intensifica rapidamente. Para receber essa classificação, a pressão no centro do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas.
Embora o ciclone esteja se afastando em direção ao oceano, sua influência ainda é sentida ao longo da costa do Sul e pode impactar áreas do Sudeste. A diferença de pressão entre o oceano e o continente contribui para a aceleração dos ventos, aumentando o risco de rajadas fortes.