A família de Juliano, um pedreiro de 55 anos, fez um apelo por justiça após sua morte resultante de agressões na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Em uma manifestação no local do crime, ocorrido na Rua Giuseppe Covacci Jr., a companheira da vítima, Joiceli de Oliveira, expressou seu desespero e a dor do filho do casal, de 13 anos, que se encontra inconsolável com a perda do pai.
Juliano foi agredido por um morador da região após uma discussão que se iniciou quando ele, sob efeito de álcool e carregando uma escada de alumínio, colidiu com muros e portões de residências. A situação escalou para uma briga, que resultou em socos e chutes. O agressor, um jovem de cerca de 18 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar.
Em entrevista, Joiceli relatou a profunda tristeza do filho, que perdeu um pai trabalhador que sempre buscou sustentar a família. "Meu filho perdeu o pai dele. O pai dele era trabalhador, estava vindo do trabalho para trazer o sustento para o filho dele. Como é que fala para uma criança de 13 anos que o pai morreu por conta dessa crueldade?", desabafou.
A esposa de Juliano ressaltou que ele era bem conhecido na comunidade por seus serviços como pedreiro e pintor, e apesar de ter problemas relacionados ao consumo de álcool, nunca foi uma pessoa agressiva. "Ele tinha os defeitos dele, como todo mundo tem, mas era um excelente pai. Fazia de tudo pelo filho dele. É isso que a gente vai guardar dele", afirmou Joiceli.
Joiceli descreveu a brutalidade da agressão, ao contar que Juliano foi derrubado com um soco, bateu a cabeça no meio-fio e continuou sendo atacado mesmo após ter caído. "Foi uma covardia muito grande", disse.
A família se comprometeu a acompanhar de perto o andamento das investigações e Joiceli expressou sua indignação, afirmando que não consegue perdoar o autor das agressões. "A gente precisa de justiça. Quem fez isso não pode sair da prisão. Foi muita covardia", ressaltou.