Lula defende ex-assessor Marcola em meio a investigações sobre empréstimos

Durante reunião com líderes do Psol e da Rede, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou em defesa de Marco Aurélio Ribeiro Santana, o Marcola, após sua saída do cargo de chefe de gabinete. Lula minimizou as suspeitas e destacou a autonomia da Polícia Federal nas investigações.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, manifestou apoio ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro Santana, conhecido como Marcola. A defesa ocorreu durante uma reunião na quinta-feira (5) com dirigentes do Psol e da Rede, onde Lula comentou sobre as investigações que envolvem seu ex-assessor. Ao ser questionado sobre os questionamentos a respeito de Marcola, Lula afirmou: “Quem aqui nunca pediu empréstimo para um amigo?”.

Na mesma ocasião, o presidente enfatizou a independência da Polícia Federal para realizar investigações sem qualquer interferência do governo. Lula expressou sua tristeza com a saída de Marcola, que deixou o cargo em 21 de julho de 2026, após ter exercido a função desde janeiro de 2023. Ele ressaltou que o ex-assessor terá todo o tempo necessário para apresentar sua defesa.

A declaração de Lula surge após a divulgação de informações sobre pagamentos recebidos por Marcola da empresária Roberta Luchsinger, que totalizam R$ 249 mil. O ex-chefe de gabinete alegou que esse valor corresponde a um “empréstimo pessoal” e afirmou que seus sigilos bancário e fiscal estão “integralmente à disposição da Justiça”.

Roberta Luchsinger é mencionada em investigações que apuram fraudes na Previdência Social, e também prestou serviços para Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que está preso desde 12 de setembro de 2025. Além disso, a empresária mantém uma relação próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

A defesa de Lula a Marcola destaca um momento delicado para o governo, que enfrenta questionamentos sobre a ética de seus assessores e sobre as relações pessoais que podem influenciar a administração pública. As investigações em curso podem trazer desdobramentos que afetarão tanto Marcola quanto o próprio Lula, que continua a defender a autonomia das instituições em um contexto de crescente pressão política.