A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), aponta uma mudança nas intenções de voto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no que diz respeito à defesa dos interesses do Brasil. Lula, que havia registrado 47% em junho, alcançou 51% em julho, mas recuou para 46% na última pesquisa. Por outro lado, Flávio Bolsonaro iniciou com 37%, caiu para 34% e agora apresentou um crescimento de 4 pontos percentuais, atingindo 38%. Apesar da diferença significativa entre os candidatos, ambos apresentam uma nova dinâmica em relação aos números de junho.
Guilherme Russo, diretor da Quaest, comentou que a relação entre Brasil e Estados Unidos, que antes era vista como favorável a Lula, começa a se tornar um ponto desfavorável. “Esse ponto é muito relevante porque, quando a gente pensa nos principais temas que podem mexer com o eleitorado, a questão externa, a questão do tarifaço, da relação com os Estados Unidos, a gente colocava como um tema que era favorável ao Lula”, afirmou Russo, destacando a nova perspectiva do eleitorado.
Além disso, Russo observou que a insatisfação com a atual situação diplomática e a implementação de novas tarifas estão começando a impactar a imagem do presidente. "A questão do tarifaço está começando a cansar o eleitor", disse, sinalizando que a expectativa de uma relação harmoniosa com outras nações é algo que o eleitor valoriza.
O diretor da Quaest também analisou o impacto das recentes revelações envolvendo Roberta Luchsinger, ex-chefe de gabinete de Lula. Ele destacou que a pesquisa foi realizada seis dias antes da divulgação desse episódio, o que impossibilitou a captura de possíveis reações do eleitorado a esse novo contexto. Russo ressaltou que uma nova pesquisa deve ser divulgada na próxima semana, e o impacto de eventos como esse depende do conhecimento do eleitor sobre as notícias e sua relação com as expectativas em relação aos candidatos.
Por fim, Russo indicou que, embora Lula e Flávio Bolsonaro tenham números consolidados, variações de um ou dois pontos percentuais podem ter implicações significativas para o resultado do primeiro e do segundo turno das eleições. A mudança nas percepções do eleitorado pode ser um fator determinante nas próximas semanas.