Flávio Bolsonaro supera Lula entre eleitores de baixa renda, acendendo alerta na campanha

O crescimento de Flávio Bolsonaro entre eleitores que recebem de um a dois salários mínimos gera preocupação na campanha de Lula, que vê sua vantagem diminuir nesse segmento. Pesquisa recente indica que Flávio passou de 30% para 44%, enquanto Lula caiu de 47% para 37%.
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A ascensão de Flávio Bolsonaro (PT) entre os eleitores que recebem de um a dois salários mínimos tem gerado preocupação na campanha de Lula (PT) e entre as lideranças do partido, especialmente após a divulgação de uma pesquisa do BTG Pactual/Nexus nesta segunda-feira (3). O levantamento apontou que Flávio avançou de 30% para 44% nesse grupo, enquanto Lula viu sua aprovação cair de 47% para 37%. Essa mudança representa uma virada significativa, já que anteriormente o presidente tinha uma vantagem de 17 pontos percentuais sobre o senador.

Integrantes da campanha do PT analisam o resultado com cautela, considerando que os dados fazem parte de um recorte e que precisam ser confirmados por outras pesquisas. No entanto, a variação nos números intensificou uma discussão já existente entre os aliados de Lula: a percepção de que a melhora nos indicadores econômicos ainda não impactou da mesma forma o orçamento das famílias brasileiras.

Flávio Bolsonaro tem utilizado essa narrativa em sua campanha, gravando vídeos em supermercados onde destaca os preços dos alimentos e critica o governo Lula em relação ao custo de vida. Essa estratégia visa conectar-se diretamente com as preocupações do eleitorado de baixa renda, um grupo que pode ser decisivo nas eleições.

O crescimento de Flávio também chamou a atenção do círculo próximo a Lula, especialmente considerando as dificuldades enfrentadas pela candidatura do senador. Entre os desafios estão a ausência de uma aliança nacional robusta, as dificuldades na escolha de um candidato a vice e as constantes mudanças na equipe de campanha, o que pode impactar sua trajetória eleitoral.

Aliados do senador pretendem aproveitar esses novos dados para argumentar que sua candidatura ainda possui espaço para crescimento, além de buscar reabrir negociações com partidos que ainda não se uniram à sua chapa, especialmente à medida que as convenções partidárias se aproximam.

No PT, a preocupação se concentra no impacto que a diminuição da vantagem de Lula entre eleitores de menor renda pode ter na disputa eleitoral. A avaliação é que essa mudança pode enfraquecer uma das principais margens que o presidente construiu sobre a candidatura de Flávio, tornando a competição ainda mais acirrada e incerta.