Fraude de R$ 2,3 milhões em empresa do Paraná envolve funcionários e fornecedores

A Operação Fortuna II, realizada pela Polícia Civil, desmantelou um esquema que teria desviado R$ 2,3 milhões de uma empresa agroflorestal no Paraná, com a participação de funcionários e fornecedores.
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A Polícia Civil desarticulou um suposto esquema de fraude em uma empresa do setor agroflorestal, que teria causado um desvio de aproximadamente R$ 2,3 milhões ao longo de mais de cinco anos. A Operação Fortuna II, iniciada na manhã de segunda-feira (3), em Paranacity, Noroeste do Paraná, resultou na execução de mandados de busca e apreensão, além de ações para o bloqueio e sequestro de bens dos envolvidos.

As investigações apontam que três funcionários e quatro fornecedores teriam criado um sistema para emitir notas fiscais falsas e superfaturadas, com o objetivo de justificar pagamentos indevidos pela empresa. O prejuízo estimado pela Polícia Civil ocorreu entre 2019 e 2025, afetando unidades da empresa localizadas em Jardim Olinda e Paranapoema.

As apurações tiveram início há cerca de um ano, quando representantes da empresa apresentaram uma auditoria contábil à Polícia Civil de Paranacity. A partir dessa auditoria, foi identificado um padrão de fraudes que possibilitava o pagamento de despesas fictícias ou com valores significativamente superiores aos reais.

A principal suspeita, uma coordenadora financeira de 53 anos, utilizava sua posição de confiança para gerenciar todo o processo de requisições, emissão e lançamento de notas fiscais no sistema interno da empresa. Após essa etapa, os documentos eram enviados para a sede administrativa em Cambira, onde os pagamentos eram autorizados.

Durante a investigação, diversas irregularidades foram encontradas, incluindo compras simuladas de sacos de ração e medicamentos veterinários, além de despesas com produtos de mercado apresentando valores inflacionados e cestas básicas que custavam até R$ 2 mil. Também foram observadas despesas com combustíveis que eram incompatíveis com os registros da própria empresa, sendo direcionadas a contas pessoais.

A apuração revelou que duas assistentes administrativas participaram do esquema, utilizando suas contas bancárias para lançar notas fiscais fraudulentas e movimentar recursos. Dois prestadores de serviço também foram implicados por supostas transferências financeiras trianguladas.