Gianni Infantino, presidente da Fifa, enfrenta uma crise significativa em sua gestão após descartar a proposta de abrir a Copa do Mundo e outros eventos da entidade a investidores privados. A decisão levou a Uefa a retirar o boicote que havia imposto, embora a confederação europeia tenha destacado que ainda está em processo de "reconstrução da confiança" com a Fifa, indicando que a situação permanece delicada.
As competições de futebol feminino, como a Copa do Mundo Sub-20, marcada para iniciar em 5 de setembro na Polônia, e a Copa do Mundo Sub-17, que ocorrerá em outubro no Marrocos, serão os primeiros testes para a gestão da Fifa nesse novo contexto. Além disso, as eliminatórias para a Copa do Mundo feminina de 2027, programada para o Brasil, também estão sob a sombra do caos administrativo que afeta a entidade.
Embora a Uefa tenha abandonado o boicote, a dificuldade em administrar os jogos é evidente, considerando a instabilidade que permeia a Fifa. A retirada de apoio a Infantino por diversas federações se intensifica, com a Finlândia sendo a primeira a manifestar publicamente sua decisão. O País de Gales, em comunicado emitido em 3 de agosto, destacou que não aceitará falhas que não priorizem os interesses do futebol.
A Inglaterra também seguiu os passos de Gales, somando-se ao movimento de descontentamento com a liderança de Infantino. A Federação Alemã de Futebol (DFB), que é a maior associação esportiva do mundo, ainda não retirou oficialmente seu apoio, mas a expectativa é que isso ocorra em breve, especialmente após declarações do diretor da DFB, Andreas Rettig.
Rettig, em entrevista à revista Stern, expressou que as ações recentes de Infantino resultaram em uma "perda irreparável de confiança" e enfatizou a necessidade de uma "cultura diferente" no futebol. Ele acrescentou que a confiança é "a moeda mais valiosa" e que é imperativo que a Fifa se reinicie para restaurar a credibilidade.
No cenário de possíveis novos candidatos à presidência da Fifa, a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, surge como uma figura de destaque. Apesar de contar com apoiadores e ter se integrado ao Comitê Executivo da Uefa em 2025, sua candidatura é considerada desafiadora, especialmente em razão de seu estilo direto e da falta de apelo que alguns acreditam ser necessário para uma eleição à presidência da Fifa.