Na manhã desta quinta-feira (29), a conversa entre Rafael Greca e Sandro Alex progrediu em direção a uma possível aliança entre os partidos MDB e PSD. Greca, ex-prefeito de Curitiba, afirmou que está "em silêncio obsequioso" sobre a articulação. O governador Ratinho Junior e o vice, Darci Piana, foram fundamentais para a aproximação, que ocorreu na residência de Greca.
A expectativa é de que um anúncio oficial sobre a composição da chapa aconteça em breve, possivelmente ainda nesta quinta-feira. No entanto, novas conversas são necessárias, já que os efeitos colaterais da negociação estão começando a ser avaliados e podem atrasar a decisão final.
Um dos pontos de negociação levantados pelo MDB é a vaga de Senado para Álvaro Dias, o que representa uma condição para o apoio do partido. Inicialmente visto como isolado, o MDB pode, ao final das convenções, garantir dois espaços na chapa majoritária, desafiando a ideia de que os que chegam primeiro têm vantagem.
Se a aliança entre Greca e Sandro Alex se concretizar, o cenário político no Paraná se tornará ainda mais dinâmico. O Palácio Iguaçu observa favoravelmente a formação da chapa composta por Sandro, Greca, Alexandre Curi e Álvaro para o Senado. No entanto, essa movimentação pode gerar descontentamento entre alguns aliados, especialmente com a iminente convenção do PSD em Foz do Iguaçu, programada para esta noite.
Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, não parece satisfeito com a possibilidade de candidatura de Álvaro Dias, pois isso pode comprometer sua estratégia para a Câmara Alta. A participação de Curi no evento de Foz será um indicativo importante do clima interno entre os partidos.
Além disso, a movimentação do MDB em direção ao PSD pode provocar reviravoltas na política paranaense, especialmente com o prazo final das convenções se aproximando. A situação é complexa, com a possibilidade de novas alianças e a insatisfação de alguns integrantes do partido.