Desemprego no Brasil atinge 5,4% em junho, menor taxa desde 2012

Em junho, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4%, conforme a PNAD-Contínua, a menor para o período desde 2012. O número de desocupados e a renda média dos trabalhadores também apresentaram mudanças significativas.
taxa-de-desemprego-no-Brasil-IBGE

A taxa de desemprego no Brasil registrou uma queda significativa, alcançando 5,4% em junho. Este índice representa a menor taxa para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua), que teve início em 2012. Os dados foram divulgados pelo IBGE no dia 30 de junho.

Comparando com o trimestre anterior, que apresentou uma taxa de 6,1%, e com o mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 5,8%, a diminuição no índice de desocupação é evidente. No total, a população desocupada no país é de 10,9 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 10,9% em relação ao primeiro trimestre de 2016. Isso equivale a 718 mil pessoas a menos sem emprego.

A população ocupada, por sua vez, totalizou 103,1 milhões de trabalhadores, refletindo um aumento de 1,1% em relação ao trimestre anterior. O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 58,8% entre abril e junho de 2026, uma alta de 0,5 ponto percentual em comparação ao trimestre de janeiro a março de 2026, que era de 58,2%.

Além dos dados sobre desemprego, a PNAD-Contínua também abordou a renda média dos trabalhadores. O rendimento médio foi estimado em R$ 3.738 no trimestre encerrado em junho, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 2,8% nesse indicador.

A massa de rendimento real, que corresponde à soma dos rendimentos brutos recebidos por todas as pessoas ocupadas, foi estimada em 380,3 bilhões de reais, sem variação em relação ao primeiro trimestre do ano. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o indicador apresentou um aumento de 3,6%, com um acréscimo de R$ 13,2 bilhões na massa de rendimentos dos brasileiros.