Débora do Batom é uma das 44 pessoas em prisão domiciliar monitoradas em SP

Débora Rodrigues, conhecida como 'Débora do Batom', integra um seleto grupo de 44 presos em prisão domiciliar monitorados em São Paulo. A condenada aguarda progressão para o regime semiaberto enquanto sua defesa apresenta recursos ao Tribunal de Justiça.
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Débora Rodrigues dos Santos, popularmente chamada de "Débora do Batom", é uma das 44 pessoas que cumprem pena em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico no Estado de São Paulo. Essa informação, atualizada em abril de 2023, é de responsabilidade da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Dentro desse grupo restrito, 21 indivíduos estão sob a supervisão direta da SAP, incluindo Débora, que se destaca pela notoriedade de sua condenação.

Atualmente, o sistema paulista conta com 7.732 tornozeleiras eletrônicas em funcionamento. Dentre esses dispositivos, 872 são utilizados por presos do regime semiaberto, que têm permissão para sair durante o dia para trabalho ou estudo, retornando à noite para cumprir o restante da pena. Os dados evidenciam que a situação de Débora é uma exceção no contexto do sistema prisional do estado.

A condenação de Débora do Batom, que totaliza 14 anos, se deu por crimes relacionados aos eventos de 8 de janeiro, incluindo a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ela cumpre sua pena em prisão domiciliar enquanto sua defesa trabalha para a progressão ao regime semiaberto. Nesse regime, a condenada deve permanecer em seu domicílio, podendo sair apenas em situações autorizadas pela Justiça.

Recentemente, a situação de Débora voltou a ser debatida após o ministro Alexandre de Moraes solicitar esclarecimentos à SAP sobre possíveis violações do monitoramento eletrônico. Em resposta, a secretaria esclareceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que os registros de violações não necessariamente indicam descumprimento das regras estabelecidas, mas podem resultar de limitações tecnológicas do sistema.

A SAP detalhou que as ocorrências podem ser consequência de falhas momentâneas no funcionamento da geolocalização via satélite. Isso significa que interrupções na comunicação entre a tornozeleira, os satélites e a central de monitoramento podem gerar registros de perda de sinal sem que haja, de fato, uma violação das condições impostas ao monitorado.

Além disso, a reportagem está em busca de informações sobre a quantidade de mulheres que utilizam tornozeleira eletrônica em São Paulo. A população feminina no sistema prisional é significativamente menor em comparação aos homens, e ainda não existe um levantamento oficial atualizado que aborde a distribuição dos dispositivos por gênero.