Raphael Montes fala sobre seu receio em relação ao gênero true crime

O escritor e roteirista Raphael Montes, conhecido por suas obras de suspense e crime, revelou que não é fã do gênero true crime, se considerando 'medroso'. Em recente entrevista, ele compartilhou suas experiências na criação de roteiros inspirados em casos reais, como os de Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga.
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Raphael Montes, autor de obras como Jantar Secreto e Bom Dia, Verônica, é um nome reconhecido no universo do suspense e do crime. No entanto, em uma recente entrevista, o carioca revelou que, apesar de sua atuação nesse gênero, ele se considera "medroso". A declaração surgiu quando foi questionado sobre a experiência de escrever roteiros baseados em casos reais, incluindo os filmes sobre Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, que foram lançados na última semana.

"Eu confesso que eu não sou um aficionado por true crime. Eu conheço os casos pelo senso comum. Na medida em que fui convidado para fazer, é óbvio que preciso ser um profundo conhecedor. Mas, ao mesmo tempo, sou um medroso, então eu não gosto de violência real", afirmou Montes. Essa combinação de medo e criação artística ilustra a complexidade do trabalho do autor, que tem se destacado na literatura brasileira.

Formado em direito, o escritor compartilhou que a vontade de se tornar um autor surgiu ainda na infância. Em vez de acompanhar desenhos animados, ele optava por adquirir bonequinhos, criando histórias para cada um deles. Essa criatividade foi impulsionada pela leitura de Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie, quando tinha apenas 12 anos. Montes lembrou que seus primeiros contos foram influenciados por essa leitura, destacando a conexão entre sua trajetória como leitor e a de escritor.

Em sua obra mais recente, A Estranha na Cama, Raphael Montes explora temas de erotismo e suspense, trazendo uma narrativa que se inspira em elementos do cinema dos anos 1990. O livro narra a história de um casal, com idades de 36 e 37 anos, casado há 15, que decide abrir a relação por uma noite. A trama se complica quando a terceira pessoa, uma jovem de 20 anos, morre inesperadamente durante o encontro.

"É um livro para quem é medroso, mas tem uma certa curiosidade. Ele é livremente inspirado em um gênero do cinema dos anos 1990, que mistura suspense, mistério, violência e sexo", explicou Montes. O autor busca trazer uma nova abordagem ao thriller erótico, refletindo sobre as mudanças sociais e culturais desde os anos 90. A narrativa promete prender a atenção do leitor com sua combinação de erotismo e tensão, em uma trama que desafia as convenções do gênero.

Raphael Montes continua a se consolidar como uma voz importante na literatura contemporânea, mesmo reconhecendo seu receio em relação a temas mais sombrios. Suas obras, como Elize: Sombras de Uma Mulher, Dias Perfeitos e A Menina que Matou os Pais, mostram sua habilidade em criar histórias envolventes que exploram o lado obscuro da natureza humana, enquanto ele próprio se distancia da violência real que retrata em suas narrativas.