Na última terça-feira (28), a polícia fez uma descoberta chocante em Orange, no sudeste da França, ao encontrar cinco cadáveres de bebês dentro de caixas na residência de um casal. A situação veio à tona depois que a mulher do casal deu à luz, na segunda-feira, a um bebê saudável, o que levou à investigação.
O homem que descobriu a gravidez da parceira no momento do parto acionou os serviços sociais e psicológicos da região, gerando preocupação sobre as circunstâncias que cercam a tragédia. Até o momento, as causas da ocorrência não foram esclarecidas, e a Procuradoria de Carpentras não se manifestou sobre o caso, conforme informações da AFP.
Casos de infanticídio, embora tristes, não são raros na França. Muitas vezes, essas tragédias envolvem uma alteração no discernimento da mãe ou a negação da gravidez, que é mantida em segredo das pessoas ao redor. Essa realidade sombria foi evidenciada em fevereiro, quando uma mulher de 50 anos foi detida após a descoberta de dois bebês em seu congelador na cidade de Aillevillers-et-Lyaumont, localizada no leste da França.
Um dos casos mais emblemáticos sobre infanticídio no país envolveu Dominique Cottrez, condenada em 2015 a nove anos de prisão por ter assassinado oito recém-nascidos. O júri reconheceu que a mulher apresentava uma alteração no discernimento, o que trouxe à tona questões sobre a saúde mental e o suporte a gestantes em situação de vulnerabilidade.
A situação atual em Orange reacende discussões sobre a necessidade de um suporte mais eficaz para gestantes, assim como a importância de monitorar e oferecer ajuda a mulheres que possam estar enfrentando dificuldades durante a gravidez. A sociedade francesa, mais uma vez, é confrontada com a dura realidade do infanticídio, que continua a ser um tema delicado e complexo.