No último sábado, 25, o Presidente da Argentina, Javier Milei, fez declarações ofensivas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Milei comparou o governo de Lula ao dos ex-presidentes argentinos Cristina Kirchner e Augusto Fernández, atribuindo a pobreza a uma suposta política socialista desses líderes. Ele afirmou: "Vivenciamos as consequências de trilhar o caminho do socialismo até suas últimas consequências e vimos como nossa nação deixou de ser uma potência mundial e foi mergulhada na pobreza pelos esquerdistas de merda".
Além das ofensas, Milei insinuou que Lula seria responsável pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenando-o por sua participação em um movimento golpista nas eleições presidenciais de 2022. O presidente argentino qualificou essa prisão como uma injustiça e uma demonstração de vingança, declarando: "Isso nada mais é do que uma clara demonstração da injustiça de sua prisão e de sua natureza claramente vingativa".
Milei também expressou sua frustração por não ter conseguido visitar Jair Bolsonaro, atribuindo a proibição ao ministro Moraes. Ele criticou a situação afirmando: "Para piorar a situação, aquele verme calculista e careca não me deixou visitar meu amigo injustamente preso. Sei que Lula recebia constantemente líderes estrangeiros enquanto estava na cadeia, incluindo o nefasto ex-presidente argentino, Alberto Fernández".
As declarações de Milei geraram reações, incluindo uma nota do PT e do ministro Edson Fachin, que condenaram as falas do presidente argentino. Fachin enfatizou que, embora a democracia permita o debate de ideias, é inaceitável que um chefe de Estado estrangeiro se dirija de forma desrespeitosa às instituições do Brasil. Ele lamentou a postura de Milei, sugerindo que o presidente argentino utilizasse melhor seu tempo para resolver os problemas de sua própria nação.
O episódio destaca as tensões entre os líderes da Argentina e do Brasil, refletindo as polarizações políticas em ambos os países e o impacto que isso pode ter nas relações bilaterais.