As investigações da Polícia Civil revelaram que o desaparecimento de Maria Isabel Prado, 21 anos, está entrelaçado a uma série de crimes que começou com o assassinato de seu pai, Milton de Sousa Prado, de 44 anos. O caso, que se agravou com um sequestro e três mortes, levou ao indiciamento de uma quadrilha em Franca, São Paulo.
De acordo com a apuração, Maria Isabel teria solicitado que seu ex-cunhado, Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22, aplicassem um “corretivo” em Milton. O desfecho desse plano resultou na morte do caseiro, encontrado em junho em uma chácara onde trabalhava, vítima de agressões. Inicialmente caracterizada como testemunha, Maria Isabel passou a ser vista como mandante do homicídio após seu depoimento à polícia.
No depoimento, Maria Isabel declarou que ela e sua irmã, que ainda é adolescente, eram vítimas de agressões por parte do pai e revelou que só soube da morte de Milton quando questionou um dos envolvidos, que confirmou a execução do crime. Após o homicídio, Rafael e Guilherme desapareceram, intensificando a complexidade do caso.
Uma semana após o desaparecimento dos dois, ambos foram encontrados mortos na zona rural de Sacramento, em Minas Gerais. As autoridades acreditam que as mortes, juntamente com o assassinato de Milton e o sequestro da família, estão interligadas, e não descartam a possibilidade de que Maria Isabel também tenha sido assassinada.
As investigações indicam que, após a morte de Rafael e Guilherme, parentes deles organizaram uma ação de retaliação contra a família de Milton. Em 5 de julho, Maria Isabel, sua mãe, uma irmã de 15 anos e uma sobrinha recém-nascida foram sequestradas e mantidas em diferentes locais em Franca.
Dois dias após o sequestro, a mãe, a adolescente e o bebê foram resgatados pela Polícia Civil em uma residência no Jardim Aeroporto III. Entretanto, Maria Isabel havia sido retirada do local antes da chegada dos policiais e permanece desaparecida.