A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu que o pai de Oliver Golden Grayson, de apenas 3 anos, não poderá comparecer ao velório do filho, que ocorrerá nesta quarta-feira (22) no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, localizado em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O homem, que está preso preventivamente, confessou à Polícia Civil ter agredido a criança em um ato de brutalidade, afirmando que a agressão ocorreu porque Oliver não lhe deu "bom dia".
O juiz responsável pelo caso justificou a negativa com base em questões de segurança, ressaltando os riscos que a presença do pai poderia representar, tanto para a sua integridade física quanto para a segurança dos agentes que fariam a escolta e dos demais presentes na cerimônia.
Enquanto o pai foi impedido de participar do velório, a mãe de Oliver obteve autorização judicial para deixar o presídio sob escolta e comparecer à despedida. Ela também se encontra em prisão preventiva, sendo investigada para determinar se teve alguma participação nas agressões ou se foi omissa diante dos maus-tratos sofridos pelo garoto.
A criança faleceu no dia 8 de julho, três dias após ser internada com ferimentos graves. O pai confessou ter desferido socos no peito e no abdômen de Oliver, além de ter batido a cabeça do menino no chão. Estas ações violentas foram relatadas às autoridades como uma reação à falta de cumprimento por parte do filho.
Investigações adicionais revelaram que os irmãos de Oliver apresentavam sinais de maus-tratos e eram instruídos pelos pais a ocultar as lesões. Atualmente, os quatro filhos do casal estão sob a proteção de um abrigo, enquanto as investigações da Polícia Civil continuam. O inquérito relacionado ao caso deverá ser concluído no início de agosto.