Na última segunda-feira (20), Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã, marcando o nono dia consecutivo de confrontos armados entre os dois países. A ação militar do governo Donald Trump gera apreensão em relação à segurança no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, especialmente após relatos do regime iraniano sobre a explosão de dois petroleiros na região.
O Comando Central dos Estados Unidos comunicou que a ofensiva visa reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. No entanto, o comunicado não especificou quais alvos foram atingidos nos ataques.
Relatos da agência iraniana Tasnim indicam que mísseis americanos atingiram diversas cidades do Irã, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que o Irã contra-atacou com mísseis balísticos, direcionando os ataques a alvos militares dos EUA na Jordânia, no Kuwait e na Síria.
Essa escalada de hostilidades se dá após o término de um acordo provisório de cessar-fogo entre Os Estados Unidos e o Irã. Com o colapso deste entendimento, as tensões voltaram a aumentar na região.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que a ofensiva militar será mantida enquanto o Irã constituir uma ameaça à navegação internacional no Estreito de Ormuz. Rubio também mencionou que a Casa Branca está disposta a buscar uma solução diplomática, mas essa depende da disposição do Irã para negociar.
O Estreito de Ormuz é crucial para a exportação de petróleo mundial, respondendo por aproximadamente 20% da produção global. Qualquer interrupção na navegação pode impactar diretamente o fornecimento de petróleo e provocar flutuações nos preços, afetando economias em todo o mundo, incluindo o Brasil. Na mesma data, os preços do petróleo subiram 2%, ultrapassando a marca de US$ 90 por barril.