Empresário com extenso histórico criminal é preso por assassinato em condomínio no DF

Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, é suspeito de matar um casal de vizinhos no Gama. Sua ficha criminal conta com diversos crimes, incluindo homicídio e violência doméstica.
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Evandro Gabriel Ferreira, um empresário de 60 anos, foi preso sob a suspeita de ter assassinado um casal de vizinhos no Gama, no Distrito Federal. A sua ficha criminal é extensa, incluindo registros por homicídio, tentativa de homicídio, ameaças, porte ilegal de arma, violência doméstica e desacato. Além desses crimes, Evandro possui também anotações por resistência, desobediência, injúria, perturbação da tranquilidade, dano e infrações relacionadas à Lei Maria da Penha.

A coluna que apurou a situação, Mirelle Pinheiro, revelou que o empresário respondeu a 17 processos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), embora grande parte dessas ações tenha sido arquivada. Um dos casos mais graves ocorreu em 2008, quando Evandro foi preso no dia 1º de novembro por ter matado seu sobrinho, Alex Johne Vieira, de 23 anos. Na ocasião, ambos estavam em Samambaia, onde Evandro havia consumido uma quantidade significativa de bebida alcoólica.

Alex, percebendo o estado de embriaguez do tio, decidiu levá-lo de carro até sua residência no Recanto das Emas. A mãe de Alex pediu que ele deixasse o tio seguir sozinho, mas o jovem optou por acompanhá-lo, utilizando outro veículo para isso. Ao chegarem ao apartamento, Evandro se isolou com Alex, e logo em seguida, familiares ouviram uma discussão e barulhos de objetos sendo quebrados, seguidos de disparos.

Conforme a investigação, Evandro utilizou uma pistola calibre .380 para matar seu sobrinho e depois telefonou para um familiar, confessando o crime. A arma foi apreendida pela Polícia Militar, que encontrou 12 munições intactas e pelo menos duas deflagradas. Apesar de ter sido preso em flagrante, Evandro foi absolvido posteriormente pelo Tribunal do Júri.

Em novembro de 2024, ele foi condenado a 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial aberto, por ter perseguido a ex-companheira entre agosto e setembro daquele ano. O caso atual de assassinato no Gama levanta questões sobre a segurança pública e o histórico de indivíduos com múltiplos registros criminais na região.