Neste sábado (18), um incêndio começou em uma usina de geração de energia e dessalinização de água no Kuwait, de acordo com o Ministério de Eletricidade, Água e Energia Renovável do país. O ministério informou que várias unidades de geração de energia foram desligadas e que esforços estão em andamento para controlar as chamas e realizar os reparos necessários.
Durante a madrugada deste mesmo dia, o Exército do Kuwait anunciou que conseguiu interceptar mísseis e drones que foram lançados pelo Irã. Em resposta às hostilidades, a Kuwait Airways anunciou o reagendamento da maioria de seus voos, uma vez que as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas temporariamente devido aos ataques.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou que destruiu o "principal centro de inteligência artificial" do Bahrein, utilizando mísseis e drones em sua ofensiva. As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que redirecionaram quatro embarcações comerciais e abordaram uma delas para garantir o cumprimento do novo bloqueio aos portos iranianos.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) comunicou a realização de uma nova série de ataques contra instalações do Irã, enquanto o assessor militar do líder supremo iraniano, Mohsen Rezai, advertiu que o Irã entraria em uma "fase de ofensiva total" caso as ações americanas se prolongassem por mais de "dois ou três dias". Rezai afirmou que o Irã não se limitaria a responder e que nenhuma fronteira estaria segura.
Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã foi responsável por um ataque a um navio de bandeira tailandesa no Estreito de Ormuz, após a embarcação ignorar avisos da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). O ataque ocorreu na sexta-feira (17), quando a embarcação tentou transitar pela via marítima sem autorização.
No mesmo contexto de escalada de tensões, o Chefe das Forças Armadas do Kuwait, Khaled Dirj Saad Al-Shreian, visitou um soldado ferido em um ataque de drones iranianos. As Forças Armadas jordanianas também relataram que não houve vítimas ou danos materiais em seu território, apesar dos ataques.