A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, filiada ao PL, foi identificada como a mulher mais poderosa do Brasil, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Meio/Ideia. A pesquisa, que ouviu 1.500 brasileiros, perguntou de forma espontânea quem consideravam a mulher com mais poder no país. Michelle obteve 15,4% das menções, enquanto a atual primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, recebeu 9% dos votos.
Mauricio Moura, fundador do Instituto Ideia, destacou a importância de Michelle ser lembrada espontaneamente por uma parcela significativa do eleitorado. Para ele, a menção de 15,4% reflete seu peso político e influência no cenário atual. Apesar de nunca ter disputado um cargo eletivo, Michelle continua a ser uma figura central na política brasileira desde que deixou o cargo de primeira-dama em 2022, após a derrota de Jair Bolsonaro para Lula no segundo turno das eleições.
Embora tenha cogitado se afastar da política devido a conflitos familiares, especialmente em relação ao senador Flávio Bolsonaro, Michelle deve formalizar sua candidatura nas próximas semanas. Há expectativa de que seu anúncio ocorra por volta de 25 de julho, durante a convenção nacional do PL em São Paulo, onde também será oficializada a candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto.
Na sequência da pesquisa, aparecem outras mulheres influentes, como Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), que obteve 4,5% das citações, e a ex-presidente Dilma Rousseff, que recebeu 2,5%. Outras figuras notáveis incluem Simone Tebet (PSB) com 2%, Erika Hilton (Psol-SP) com 1,7% e Marina Silva (Rede) com 1,5%.
Entre as personalidades não políticas, a cantora Anitta e a influenciadora Virginia Fonseca foram lembradas, cada uma com 1,5%, seguidas pela presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, que recebeu 1,2% das menções.
A pesquisa também ressaltou um momento de tensão familiar, onde Michelle relatou ter se sentido “humilhada” e “desrespeitada” pelo filho de Jair Bolsonaro, Flávio, em meio a desentendimentos sobre decisões partidárias. Após a repercussão, Flávio se desculpou publicamente, ressaltando que nunca teve a intenção de ofendê-la.