Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-companheira do goleiro Bruno Fernandes, foi internada em um hospital em Belo Horizonte, Minas Gerais, após ficar três dias desaparecida. A mulher foi encontrada na noite de sábado, 4, e sua última aparição registrada foi na manhã de quinta-feira, 2, em Ribeirão das Neves, onde residia com o marido e dois filhos.
Antes de seu desaparecimento, Dayanne informou ao marido que iria à casa de sua mãe deixar os filhos sob os cuidados dela, mas não retornou. A Polícia Militar recebeu o relato do marido, que encontrou o celular da esposa e cartas com conteúdo de despedida na residência. As mensagens no celular indicavam que ela estava em contato com pessoas que se identificavam como agiotas e que estavam cobrando dívidas.
Em uma das cartas, Dayanne expressou preocupações sobre a segurança de seus filhos e pediu que fossem deixados com sua mãe, mencionando o sofrimento que estava enfrentando. No texto, ela escreveu: "socorro pelos meus filhos, familiares, pelo que minhas filhas fiquem com a minha mãe, e os meus filhos com o pai". Essa carta foi datada em Ribeirão das Neves, 02 de julho de 2026.
Durante sua trajetória, Dayanne esteve envolvida em um caso de grande repercussão, quando foi acusada de sequestro e cárcere privado do filho que teve com Bruno, o goleiro que se tornou conhecido nacionalmente. Ela enfrentou um julgamento em 2013, no qual foi absolvida pelo Tribunal do Júri. Na ocasião, Dayanne prestou depoimento por cerca de quatro horas e negou qualquer envolvimento no crime que resultou no desaparecimento e morte de Eliza Samudio, em junho de 2010.
Dayanne relatou ter estado no sítio do ex-jogador, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e afirmou que viu todos os acusados no local, mas não tinha informações sobre o que havia ocorrido com Eliza. O promotor do caso, na época, defendeu que Dayanne deveria ser inocentada, o que se concretizou no julgamento em 2013.
O socorro de Dayanne foi realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que a encaminhou para atendimento médico na unidade hospitalar. No contexto atual, sua situação levanta preocupações sobre saúde mental e bem-estar familiar, especialmente considerando os registros de ameaças e cobranças que ela enfrentava antes de seu desaparecimento.