Briga por interfone quebrado causa morte de policial em Cascavel, diz delegado

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O bilhete de papel fixado no portão do imóvel foi apontado pela Delegacia de Homicídios como o pivô do desentendimento inicial –

O responsável pela Delegacia de Homicídios de Cascavel, Fabiano Moza, atualizou as investigações sobre a morte do policial civil João Ezequiel Baptista Pereira na manhã desta segunda (29). O crime aconteceu na noite de domingo (28), no bairro Brasmadeira, em Cascavel, na Região Oeste do Paraná.

Em entrevista coletiva, o delegado disse que o crime começou por um motivo banal. “A discussão inicial foi porque o interfone estaria quebrado e escrito ‘interfone quebrado, bata no portão’ em um papel”. Segundo o advogado, preso em flagrante, João teria chegado ao imóvel e chutado o portão, atitude que teria motivado a discussão.

Segundo a investigação da polícia, João teria ido até o local para buscar a esposa que era amiga de longa data do advogado. Segundo o delegado, todos os presentes consumiam bebidas alcoólicas antes da confusão.

Ao ouvirem os disparos, os vizinhos acionaram a Polícia Militar. Quando a equipe chegou, encontraram o proprietário da residência, um advogado de 45 anos, que confessou ter efetuado os tiros. Foram apreendidas a arma utilizada pelo suspeito, que era regular, e a arma que pertencia ao policial civil.

A perícia constatou que João foi atingido por três disparos: no crânio, na face e na região do tórax. O delegado afirmou que “em tese, a vítima não efetuou nenhum disparo, apesar de estar armada. No local encontramos quatro estojos de munição, todos compatíveis com a arma recolhida do investigado. Ele alegou que efetuou um disparo para o alto e mais três em direção a vítima”, afirma o delegado.

Linha de investigação contesta legítima defesa

Durante o depoimento, o advogado alegou que agiu em legítima defesa, e afirmou que temia ser baleado pelo policial. A linha de investigação aponta o contrário. “Pela quantidade de disparos, não condiz com legítima defesa”, afirmou o delegado do caso.

A Polícia Militar também conseguiu acesso às câmeras de segurança da residência, o que permitirá constatar a dinâmica dos fatos, já que elas possuem áudio. O advogado foi preso em flagrante. Ele foi indiciado por homicídio qualificado e aguarda audiência de custódia.

Com informações da Banda B.

Leia o resumo da notícia

– A Polícia Civil de Cascavel informou que a discussão que terminou na morte do policial civil João Ezequiel Baptista Pereira teria começado por um motivo banal: um desentendimento sobre um interfone quebrado. O advogado suspeito foi preso em flagrante e confessou os disparos.

– A investigação aponta que o policial foi atingido por três tiros (na cabeça, face e tórax) e, embora estivesse armado, não efetuou disparos. No local, foram encontrados apenas estojos de munição da arma do advogado, que afirmou ter dado um tiro para o alto e três contra a vítima.

– A versão de legítima defesa é contestada pela Polícia Civil, que considera a quantidade de disparos incompatível com essa hipótese. O suspeito foi indiciado por homicídio qualificado, e imagens das câmeras de segurança devem ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.



Fonte:A Rede PG