O petróleo encerrou o dia em alta nesta segunda-feira, 29, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior, quando a commodity recuou quase 10%. O movimento ocorreu em meio a informações contraditórias sobre a continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã, após uma escalada militar que foi registrada no último fim de semana.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto subiu 2,20%, ou US$ 1,52, fechando a US$ 70,75. Por sua vez, o petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, avançou 1,80%, ou US$ 1,16, para US$ 73,91 por barril.
Desde o início do dia, a commodity apresentou uma tendência de alta. A corretora AJ Bell destacou que o foco dos investidores se voltou para o Oriente Médio, especialmente após a troca de ofensivas entre Estados Unidos, Irã e Israel, apesar dos esforços contínuos para estabelecer um cessar-fogo na região. A confiança dos investidores é crucial, pois eles buscam garantias de que o cessar-fogo será duradouro e não apenas uma solução temporária.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também comentou que as ações recentes ameaçam a estabilidade regional. Entretanto, a Swissquote avaliou que, apesar da interrupção no tráfego do Estreito de Ormuz devido aos ataques, o impacto nos preços do petróleo ainda é considerado contido. A liberação de reservas estratégicas e a discreta saída de petroleiros do Estreito ajudaram a moderar a reação dos investidores às recentes escaladas.
A Sparta Commodities alertou que, sem um fluxo sustentável de navios entrando na via, será difícil normalizar a cadeia de suprimentos no Golfo Pérsico. Na madrugada, o Irã anunciou a realização da primeira reunião com Omã para discutir a situação no Estreito.
No cenário mais amplo, o mercado aguarda a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, comentou que as expectativas são de números robustos.