Irã alerta embarcações sobre cumprimento de rota no Estreito de Ormuz

O Irã emitiu um aviso a embarcações para que não se desviem da rota estabelecida no Estreito de Ormuz, destacando o aumento das tensões na região. O país bombardeou o Kuwait e o Bahrein em resposta a ataques dos Estados Unidos, complicando as negociações para o fim da guerra.
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Neste domingo (28), o Irã fez um alerta a embarcações que tentem desviar da rota demarcada pelo país no Estreito de Ormuz, afirmando que tal ação "aumentará as tensões" em uma região já marcada por instabilidade devido aos conflitos entre Teerã e Washington. A troca de ataques entre os dois países nesta via marítima estratégica acirra a situação no Oriente Médio, complicando ainda mais as negociações em curso.

O país islâmico lançou bombardeios contra o Kuwait e o Bahrein, em reação a ataques americanos realizados no dia anterior em seu território. Esse aumento nas hostilidades se dá em um contexto onde ambos os lados se acusam de violar um cessar-fogo estabelecido em um memorando de entendimento, assinado em 17 de junho, que busca regular o controle do Estreito de Ormuz, o qual foi bloqueado pelo Irã durante a guerra iniciada com os ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos.

Abbas Araghchi, chanceler iraniano, chegou a Bagdá neste domingo e enfatizou que qualquer movimentação que desvie do que já está sendo implementado pela República Islâmica resultará em uma situação ainda mais complexa. Ele alertou que isso atrasará a reabertura do Estreito de Ormuz e intensificará as tensões. Araghchi instou a comunidade internacional a não interferir na gestão do estreito e a respeitar o memorando de entendimento.

No documento assinado entre Teerã e Washington, o Irã se compromete a garantir a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz, além de restabelecer o tráfego na área. O acordo também menciona a colaboração entre Irã e Omã para a definição da futura administração do estreito.

Entretanto, o Irã demonstra desconfiança em relação ao anúncio da criação de uma rota próxima ao seu litoral, proposta por Omã e apresentada como uma iniciativa da Organização Marítima Internacional (OMI), que é a agência das Nações Unidas responsável pela segurança marítima. A única rota que o Irã considera autorizada é um corredor próximo à sua costa.

A situação no Oriente Médio é ainda mais complicada pelo conflito no Líbano, onde Israel continuou a bombardear o sul do país, mesmo após um acordo preliminar assinado na sexta-feira em Washington. O Hezbollah, grupo libanês, se envolveu no conflito em apoio ao Irã, enquanto a agência estatal NNA informou sobre novos bombardeios, resultando em uma morte a mais, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.