Volkswagen planeja demissão de 100 mil funcionários em reestruturação global

A Volkswagen do Brasil enfrenta incertezas com o anúncio de cortes de até 100 mil empregos em sua reestruturação global, embora a subsidiária local mantenha investimentos de 20 bilhões de reais até 2028.
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A Volkswagen anunciou um plano de reestruturação que pode resultar na demissão de até 100 mil funcionários em todo o mundo, conforme informações divulgadas pela revista alemã Manager Magazin. Essa medida, que representa a maior reformulação na história da montadora, ocorre em um contexto onde a empresa emprega aproximadamente 657 mil pessoas globalmente.

O presidente-executivo da companhia, Oliver Blume, apresentou um projeto ao conselho de administração que, segundo fontes, foi elaborado sem um número exato de demissões, permitindo margem para negociação. Essa proposta de eliminação de empregos é significativamente maior do que o que havia sido previamente anunciado, refletindo a necessidade da empresa de se adaptar às novas realidades do mercado automotivo.

Para o Brasil, a situação é acompanhada com atenção, embora o cenário local apresente perspectivas mais otimistas. A Volkswagen do Brasil revelou investimentos de 20 bilhões de reais na América do Sul até 2028, além de ter produzido 26 milhões de veículos no país, mantendo sua posição de liderança em vendas no varejo até 2026.

A subsidiária brasileira possui quatro fábricas localizadas em São Bernardo do Campo, Taubaté, Curitiba e São Carlos, sendo a maior exportadora do setor automotivo nacional. Nos primeiros oito meses de 2025, a Volkswagen do Brasil registrou um aumento de 50% em suas exportações, com mais de 83 mil unidades enviadas ao exterior.

Apesar de nenhuma das unidades brasileiras ter sido mencionada nos planos de demissão, analistas alertam que uma reestruturação dessa magnitude na matriz pode influenciar as prioridades globais de investimento da empresa, afetando, indiretamente, o lançamento de novos modelos e o ritmo de investimentos no Brasil.

O futuro da Volkswagen se desenha em um cenário de incerteza, com decisões cruciais a serem tomadas nos próximos meses e o Brasil observando atentamente cada avanço nessa reestruturação.