Venezuela enfrenta crise humanitária com 920 mortos e 40 mil desaparecidos após terremotos

Após os devastadores terremotos que atingiram a Venezuela, o número de mortos chegou a 920, enquanto mais de 40 mil pessoas estão desaparecidas. A busca por sobreviventes continua em meio a uma severa crise humanitária.

A Venezuela vive uma das maiores crises humanitárias de sua história recente, em consequência dos poderosos terremotos que atingiram a costa caribenha na última quarta-feira (24). Na última sexta-feira (26), a presidente Delcy Rodríguez divulgou um novo balanço das vítimas, informando que o número de mortos subiu para 920.

Além das mortes, os dados apontam que 3.360 pessoas ficaram feridas e 172 continuam presas sob os escombros. Mais de 4.000 cidadãos estão desalojados devido à destruição causada pelos tremores. Apesar da devastação, as autoridades locais concentram esforços na busca por sobreviventes.

"Resgatamos dezenas de pessoas com vida, o que nos alegra, pois elas podem se reunir com suas famílias e entes queridos", comentou a presidente durante uma transmissão ao vivo. A situação, no entanto, pode ser ainda mais grave, com a plataforma digital Desaparecidos Terremoto Venezuela relatando que mais de 40.000 pessoas estão desaparecidas ou sem comunicação desde os eventos sísmicos.

A instabilidade geológica na região é uma preocupação crescente, com o governo local relatando 214 réplicas desde os terremotos principais, que tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 na Escala Richter. O estado de La Guaira foi declarado oficialmente como Zona de Desastre, após o colapso de edifícios e estruturas comerciais na área.

As Projeções do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o total de vítimas fatais pode alcançar dezenas de milhares, além de prever um impacto econômico que pode variar entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em resposta à gravidade da situação, uma equipe da Força Aérea Brasileira (FAB) foi enviada para a Venezuela, transportando mantimentos e especialistas em resgate.

A comitiva brasileira, composta por profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, inclui também Técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que trabalharão para restaurar as redes de comunicação nas áreas afetadas.